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Líder do tráfico no Morro da Cruz morre aos 49 anos dentro do Complexo da Maré

Anderson de Oliveira Colares, conhecido como “Andril”, era apontado como liderança do TCP no Andaraí

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Anderson de Oliveira Colares, conhecido como “Andril”, morreu na manhã desta quarta-feira (02/09), aos 49 anos, no interior do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. Segundo autoridades, ele era apontado como uma das principais lideranças do tráfico de drogas no Morro da Cruz, no Andaraí.

De acordo com investigações, Andril estaria há cerca de 15 anos à frente do tráfico na comunidade, que é controlada pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Ele também seria responsável por coordenar ações contra integrantes do Comando Vermelho (CV), que tenta avançar sobre áreas dominadas pelo grupo rival.

Após a morte, o clima na região é de tensão. Segundo relato de um morador, que preferiu não se identificar, integrantes da cúpula do TCP estariam reunidos e abalados com a morte da liderança.

Andril era identificado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público como chefe do tráfico na região. Ao longo dos anos, o nome dele apareceu em diferentes investigações.

Em 2019, ele foi apontado como mandante do assassinato de Rodrigo Tawil Fernandes, conhecido como Rodrigo Cafú. A vítima era professor de artes marciais, trabalhava como segurança do grupo Sorriso Maroto e era filho do ex-jogador de futebol Cafuringa.

Investigações realizadas em 2020 também apontaram que Andril estaria envolvido em um esquema de cobrança ilegal de taxas de moradores e comerciantes do Morro da Cruz. Segundo as apurações, os valores cobrados mensalmente variavam entre R$ 50 e R$ 300, de acordo com o imóvel ou estabelecimento, e poderiam gerar até R$ 250 mil por mês.

As cobranças tinham características semelhantes às práticas de extorsão atribuídas a grupos milicianos.

As circunstâncias da morte de Andril ainda não foram esclarecidas.