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Lula aguarda pronunciamento de Trump antes de responder a novo tarifaço

Presidente brasileiro afirma que não deixará sociedade ser enganada e monitora taxas de até 25%

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Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (17) que só comentará o novo tarifaço depois que o presidente norte-americano Donald Trump se manifestar sobre o assunto. A declaração reflete uma postura de cautela e estratégia diplomática por parte do governo brasileiro diante das recentes tensões comerciais.

“Eu falei para caramba e não falei do tarifaço. Não vou falar, porque a notícia tem que ser o SUS [Sistema Único de Saúde], a notícia tem que ser as nossas carretas, a notícia tem que ser o tratamento das mulheres. Por isso, vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar. Quando o Trump falar, eu falarei. Enquanto ele não falar, eu não falarei”, afirmou Lula.

Lula disse também que não permitirá que a sociedade seja enganada pelos Estados Unidos, sinalizando que o Brasil adotará uma linha firme na defesa de seus interesses econômicos. A nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros entrará em vigor no dia 22 de julho. Contudo, haverá uma exceção temporária: a taxa não será aplicada a mercadorias que já tiverem deixado o Brasil em direção aos EUA antes do prazo.

Apesar da rigidez da decisão inicial, o governo americano deixou uma porta aberta para negociações. Washington afirmou que a medida poderá ser modificada ou até mesmo suspensa, caso o Brasil elimine as práticas comerciais que estão sendo questionadas pela Casa Branca.

Paralelamente, o cenário pode se complicar ainda mais para o comércio exterior brasileiro. Em um processo conduzido com base na mesma legislação, a gestão Trump prevê a aplicação de uma taxa adicional de 12,5% que afetará 60 economias globais, incluindo o Brasil.

A justificativa de Washington para esse segundo gravame é que essas nações não adotaram medidas consideradas suficientes para impedir a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado. A adoção desta taxa extra de 12,5% ainda está em análise pelas autoridades americanas.

O posicionamento final de Lula e a reação do empresariado brasileiro dependem agora dos próximos passos de Donald Trump, que deve ditar o tom das relações comerciais bilaterais nos próximos dias.