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Lula e Biden se dizem preocupados com uso de IA no mundo do trabalho

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

Nesta quarta-feira (20), os governos do Brasil e dos Estados Unidos demonstraram preocupação com os efeitos da digitalização das economias e do uso de inteligência artificial no mundo do trabalho. O receio é expresso em declaração conjunta divulgada pelos governos.

“Estamos preocupados e atentos aos efeitos no trabalho da digitalização das economias e do uso profissional da inteligência artificial no mundo do trabalho”, afirma o texto.

A nota é parte de uma iniciativa dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Joe Biden (Estados Unidos) para promover o que o brasileiro tem chamado de “trabalho decente”. O título do texto é “declaração conjunta Brasil-EUA sobre a Parceria pelo Direito dos Trabalhadores e Trabalhadoras.”

Os governos afirmam ter um “compromisso mútuo com os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e a promoção do trabalho digno”. A nota diz que os trabalhadores construíram os dois países, e que devem ser o centro das economias. Também mencionam o papel de sindicatos na promoção das pautas dos trabalhadores.

“Face aos complexos desafios globais, desde as alterações climáticas ao aumento dos níveis de pobreza e à desigualdade econômica, devemos colocar os trabalhadores e trabalhadoras no centro das nossas soluções políticas”, afirma a declaração dos dois países.

O texto também defende capacitar o grupo para impulsionar a inovação.

“Os Estados Unidos e o Brasil anunciam o lançamento da nossa iniciativa global conjunta para elevar o papel central e crítico que os trabalhadores e trabalhadoras desempenham num mundo sustentável, democrático, equitativo e pacífico”, afirma a nota conjunta.

O objetivo da iniciativa, dizem os governos dos dois países, é “abordar” a desigualdade econômica, a descriminação, preservar direitos de trabalhadores e garantir transição justa para as fontes de energia limpa.

A nota também fala em promover trabalho seguro e em aproveitar a tecnologia em benefício de todos.

“Saudamos o apoio e a participação dos líderes sindicais dos nossos países e das organizações globais, bem como da liderança da Organização Internacional do Trabalho, e esperamos que outros parceiros e aliados se juntem a este esforço”, afirma a declaração dos dois países.