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Lula e Flávio Bolsonaro empatam em rejeição no Sudeste, diz pesquisa

Levantamento mostra empate técnico nos índices de rejeição na região que reúne cerca de 40% do eleitorado brasileiro

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reprodução

O Sudeste, região que concentra o maior contingente de eleitores do país e costuma desempenhar papel determinante nas eleições presidenciais, surge como o principal campo de disputa para 2026. Um levantamento da BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira (15) revela que os dois principais nomes do cenário eleitoral enfrentam elevados índices de rejeição justamente no maior colégio eleitoral brasileiro.

De acordo com os dados, 52% dos eleitores do Sudeste afirmam que não votariam de forma alguma no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece logo em seguida, com rejeição de 50%. Considerando a margem de erro da pesquisa, o resultado configura um empate técnico entre os dois políticos na região.

O cenário chama atenção porque o Sudeste reúne aproximadamente 40% do eleitorado nacional e historicamente exerce forte influência sobre o resultado das disputas presidenciais.

Sudeste expõe polarização eleitoral

Os números indicam um ambiente de forte polarização política na região. Enquanto Lula e Flávio Bolsonaro acumulam índices semelhantes de resistência entre os eleitores sudestinos, o comportamento observado em outras regiões do país segue mais próximo das bases tradicionais de apoio de cada grupo político.

No Nordeste, principal reduto eleitoral do presidente, Lula registra rejeição de 31%, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 64%. Já no Sul, considerado mais favorável ao campo conservador, o quadro se inverte: o petista é rejeitado por 55% dos entrevistados, ante 46% do senador.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste, Lula aparece com rejeição de 53%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 43%.

Para Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, os resultados demonstram que a disputa no Sudeste tende a ser decisiva para o desfecho da corrida presidencial.

“Diante de tetos tão claros, quem demonstrar maior capacidade de dialogar com os moderados e reduzir essa barreira de resistência no Sudeste dará um passo gigantesco para inclinar a balança nacional”, diz.

Rejeição nacional também é elevada
Quando analisado o cenário nacional, Flávio Bolsonaro apresenta rejeição de 52%, enquanto Lula registra 47%. Os índices reforçam o desafio enfrentado pelos dois grupos políticos para ampliar sua capacidade de atração junto aos eleitores que ainda não demonstram alinhamento consolidado.

A pesquisa sugere que a disputa presidencial poderá ser marcada não apenas pela busca de novos apoios, mas também pela necessidade de reduzir resistências em segmentos estratégicos do eleitorado.

Lula amplia vantagem no segundo turno
Além dos índices de rejeição, o levantamento também avaliou um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, o presidente aparece com 49% das intenções de voto, contra 43% do senador.

O resultado mostra crescimento da vantagem do petista nos últimos meses. Em maio, a diferença entre os dois era de quatro pontos percentuais. Já em abril, os candidatos apareciam tecnicamente empatados, com Lula registrando 46% e Flávio Bolsonaro 45%.

A evolução dos números indica uma ampliação da distância entre os dois pré-candidatos, embora a disputa permaneça aberta a mais de quatro meses do início oficial da campanha eleitoral.

A pesquisa BTG/Nexus entrevistou 2.017 pessoas por telefone entre os dias 12 e 14 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06645/2026.