O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (8) que pretende reunir representantes dos Poderes da República e de diversos segmentos sociais para organizar um mutirão nacional de combate à violência contra as mulheres. A proposta surge em meio a uma sequência de feminicídios que mobilizou manifestações pelo país no fim de semana.
Durante discurso na 14ª Conferência Nacional de Assistência Social, em Brasília, Lula disse que o encontro deve envolver Congresso, STF, STJ, tribunais dos estados, lideranças religiosas e movimentos sociais. Embora não tenha anunciado data, afirmou que tentará realizar a reunião ainda este ano.
O presidente citou casos recentes de violência, como o de Tainara Souza Santos, atropelada e arrastada em São Paulo, e o incêndio provocado no Recife que matou uma mulher grávida e quatro crianças. Lula ressaltou que combater o feminicídio é responsabilidade de toda a sociedade, especialmente dos homens, e que o país precisa de um movimento nacional de educação desde a escola.
Nos últimos dias, o presidente tem reforçado o tema em agendas oficiais. Segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero, 3,7 milhões de mulheres sofreram violência doméstica no último ano. Em 2024, o Brasil registrou 1.459 feminicídios, média de quatro por dia, e neste ano já são mais de 1.180 casos.
Lula também comentou a PEC 383/17, que prevê investimento mínimo de 1% da Receita Corrente Líquida no Sistema Único de Assistência Social. O texto está pronto para votação na Câmara. O ministro Wellington Dias defendeu acordo federativo para garantir cofinanciamento estável e anunciou a criação da Mesa Nacional de Negociação Permanente do Suas.






