Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Parque RJ São Gonçalo será inaugurado com programação do Sesc Verão 2026
São Gonçalo
Parque RJ São Gonçalo será inaugurado com programação do Sesc Verão 2026
TJRJ autoriza inclusão de concessionárias privadas em ações contra a Cedae
Estado
TJRJ autoriza inclusão de concessionárias privadas em ações contra a Cedae
Rio inicia testes para integrar ônibus da Baixada ao sistema BRT
Rio de Janeiro
Rio inicia testes para integrar ônibus da Baixada ao sistema BRT
Alerj inicia debate sobre eleição indireta para governador do Rio
Política
Alerj inicia debate sobre eleição indireta para governador do Rio
Belford Roxo anuncia instalação de 300 câmeras com inteligência artificial
Baixada Fluminense
Belford Roxo anuncia instalação de 300 câmeras com inteligência artificial
Rio Open 2026 começa em fevereiro com grandes nomes do tênis mundial
Esportes
Rio Open 2026 começa em fevereiro com grandes nomes do tênis mundial
Anvisa amplia indicações do Wegovy e do Ozempic para prevenção de doenças cardiovasculares e renais
Saúde
Anvisa amplia indicações do Wegovy e do Ozempic para prevenção de doenças cardiovasculares e renais

Macaco-prego invade casas no Santa Marta e assusta moradores da comunidade

Animal circula há cerca de 15 dias pela região, já mordeu moradores e especialistas alertam para riscos à saúde

Siga-nos no

Reprodução

Moradores da comunidade Santa Marta, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, registram há pelo menos 15 dias, a presença constante de um macaco-prego circulando por casas e quintais da região. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o animal tentando invadir uma das residências. Especialistas apontam que o comportamento pode estar associado à oferta de alimento e ao contato prévio com humanos.

Registros feitos por moradores da comunidade mostram um macaco-prego circulando por áreas residenciais, subindo em lajes e entrando em casas. As imagens começaram a circular nas redes sociais nas últimas semanas.

O guia local Thiago Firmino disse à Agenda do Poder, que a presença de macacos na região é comum, por se tratar de uma área próxima à mata, mas que o comportamento observado recentemente no novo invasor foge do padrão habitual.

“Na verdade, a gente nunca teve problema. Agora, com esse, pelo que está me parecendo, ele era de cativeiro. Está criando um caos, invadindo casas, comendo tudo, derrubou uma tartaruga. Tem dia que ele está manso, desce, fica perto de morador, depois sobe”, relatou.

Segundo Thiago, três moradores foram mordidos pelo primata. Entre eles, uma motorista de van escolar, que acabou ferida ao tentar afastar o animal. O guia publicou vídeos em seu perfil nas redes sociais que mostram o macaco tentando abrir a janela de uma das casas.

Especialistas explicam comportamento

De acordo com a bióloga e professora Stéphanie Cardim, formada pela UniRio e mestranda em Biodiversidade e Biologia Evolutiva pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), esse tipo de aproximação não é comum para a espécie em condições naturais.

Esse nível de proximidade indica que o animal já teve contato intenso com humanos. Isso pode acontecer em áreas urbanas, como no Jardim Botânico e no Parque Lage, ou em casos de animais mantidos ilegalmente como pets

Certos primatas silvestres como o macaco-prego ou os saguis são mantidos como pets (animais de estimação) em cativeiro para companhia. Alguns em situação legal com autorização do Ibama. Já outros, adquiridos através do tráfico ilegal de animais.

Em reportagem anterior, a Agenda do Poder investigou a rede clandestina que captura micos e outros primatas no Rio de Janeiro.

Ainda segundo a bióloga, a facilidade de acesso a alimento é um fator determinante para a presença dos macacos em áreas urbanas.

“O acesso a recursos como alimento, e a oferta que as próprias pessoas fazem, contribuem para que esses animais se aproximem da área urbana. É uma espécie que pode ser encontrada na borda da mata, na entrada da floresta, o que facilita esse trânsito entre áreas urbanas e arborizadas”, afirmou.

Além disso, há riscos à saúde pública. O veterinário Flávio Moutinho, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Niterói e professor da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal Fluminense (UFF), explica que a transmissão de doenças pode ocorrer nos dois sentidos.

Eles podem transmitir doenças zoonóticas para os humanos. A principal preocupação é a raiva. Se o animal estiver infectado, pode transmitir o vírus. Por outro lado, os humanos também podem transmitir doenças aos primatas, como o herpesvírus humano, que pode causar a morte de populações inteiras”

Orientações à população

Entre as orientações estão manter portas e janelas fechadas, evitar deixar alimentos expostos e higienizar o ambiente com hipoclorito caso o animal entre na residência. A recomendação é não tocar, alimentar ou tentar capturar o animal.

O manejo do caso deve ser feito pelos órgãos competentes. “O correto é informar as autoridades para que seja avaliada a contenção e o manejo do animal, inclusive para investigar se ele está fora de área ou se é vítima de tráfico de animais silvestres”, enfatiza a bióloga Stéphanie.

Em nota, a Secretaria de Meio Ambiente e Clima, por meio da Patrulha Ambiental, esclareceu que “o animal em questão está se aproximando das pessoas porque, em algum momento, teve oferta de alimento e ficou condicionado a chegar perto do ser humano em busca de comida com fácil acesso”.

Ainda segundo a pasta, até o momento, não houve nenhum chamado, no mês de janeiro, para o número 1746 por parte dos moradores.

“A Smac solicita, portanto, que o morador ligue para 1746, canal entre a Prefeitura do Rio e a população, e forneça a localização do animal para que a equipe da Patrulha Ambiental seja acionada e tome as medidas necessárias”.