O Terceiro Tribunal do Júri da Capital condenou, nesta quinta-feira (5), a madrasta Cíntia Mariano Dias Cabral a uma pena de 49 anos, 4 meses e 15 dias de prisão em regime fechado. O julgamento, que durou dois dias, encerrou um caso que chocou o estado em 2022, quando a acusada utilizou veneno de rato, conhecido como “chumbinho”, para contaminar a refeição dos filhos de seu companheiro.
O Crime e a Sentença
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Cíntia foi considerada culpada por:
- Homicídio triplamente qualificado de Fernanda Carvalho Cabral, de 22 anos. A jovem morreu após 13 dias de internação ao ingerir o alimento envenenado.
- Tentativa de homicídio de Bruno Carvalho Cabral, na época com 16 anos. Bruno sobreviveu após notar “pedrinhas azuis” em seu prato de feijão e ser socorrido rapidamente.
Na sentença, a magistrada e os jurados reconheceram a crueldade do método e o motivo fútil. As investigações apontaram que Cíntia agiu por ciúmes da atenção que o pai das vítimas dedicava aos filhos.
O júri popular teve início na quarta-feira (4), com depoimentos marcantes, incluindo o do próprio sobrevivente, Bruno Cabral. Durante a instrução do processo, filhos biológicos da ré também prestaram depoimentos que ajudaram a incriminá-la, relatando que ela teria confessado o crime.
A defesa de Cíntia, que já havia provocado adiamentos anteriores ao abandonar o plenário em outubro de 2025, não conseguiu evitar a condenação máxima. Como já estava detida preventivamente, a ré não poderá recorrer em liberdade e deve iniciar imediatamente o cumprimento da pena.
Outras Investigações
Além deste caso, a polícia civil ainda investiga a possível participação de Cíntia nas mortes suspeitas de um ex-marido e de uma vizinha, ocorridas em circunstâncias semelhantes no passado.






