Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Líder do PT pede à PRF que interrompa caminhada de Nikolas Ferreira na BR-040
Brasil
Líder do PT pede à PRF que interrompa caminhada de Nikolas Ferreira na BR-040
Moradores da Barra Olímpica terão correção na guia do IPTU
Rio de Janeiro
Moradores da Barra Olímpica terão correção na guia do IPTU
Rio tem áreas com risco de deslizamento equivalentes a sete Aterros do Flamengo
Rio de Janeiro
Rio tem áreas com risco de deslizamento equivalentes a sete Aterros do Flamengo
Escolas da Série Ouro cobram isonomia e protestam contra entraves no Carnaval 2026
Carnaval
Escolas da Série Ouro cobram isonomia e protestam contra entraves no Carnaval 2026
Santa Catarina extingue cotas raciais e prevê multa a universidades
Brasil
Santa Catarina extingue cotas raciais e prevê multa a universidades
Prefeito de Niterói se reúne com presidente do Uruguai e propõe ampliar papel das cidades no Mercosul
Mundo
Prefeito de Niterói se reúne com presidente do Uruguai e propõe ampliar papel das cidades no Mercosul
Arrecadação federal bate recorde e chega a R$ 2,89 trilhões em 2025
Economia
Arrecadação federal bate recorde e chega a R$ 2,89 trilhões em 2025

Mais de 70% das agressões contra mulheres têm testemunhas, mostra pesquisa

Estudo aponta que violência doméstica atinge 3,7 milhões de brasileiras e envolve crianças na maioria dos casos

Siga-nos no

Reprodução

Um levantamento nacional revelou que cerca de 3,7 milhões de mulheres sofreram violência doméstica nos últimos 12 meses, e 71% das agressões ocorreram na presença de testemunhas. Entre esses casos, 70% tinham crianças no ambiente, o que representa quase 2 milhões de episódios presenciados por menores, evidenciando o impacto da violência além da vítima direta.

A pesquisa, realizada pelo Instituto DataSenado com apoio do Observatório da Mulher contra a Violência, Instituto Natura e Gênero e Número, mostrou que em 40% das situações com testemunhas, a vítima não recebeu ajuda. Além disso, 58% das entrevistadas afirmaram que a violência é recorrente, indicando persistência do ciclo de agressões e dificuldade de rompimento, muitas vezes agravada pela dependência econômica e ausência de redes de apoio.

No acolhimento pós-agressão, 58% buscaram apoio na família, 53% recorreram à igreja e 52% contaram com amigos. Apenas 28% registraram boletim de ocorrência e 11% acionaram a central Ligue 180. A pesquisa reforça a necessidade de orientação adequada para familiares, líderes religiosos e amigos, garantindo segurança e acesso aos órgãos de proteção.

O estudo também revelou que 67% das mulheres conhecem pouco a Lei Maria da Penha e 11% desconhecem completamente a legislação. O desconhecimento é maior entre mulheres com menor escolaridade, renda mais baixa e faixa etária mais elevada, embora 75% das entrevistadas acreditem que a lei oferece proteção total ou parcial contra a violência de gênero.

Além disso, as instituições mais reconhecidas para apoio às vítimas foram as Delegacias da Mulher (93%), Defensorias Públicas (87%), Cras e Creas (81%), serviço Ligue 180 (76%) e Casa Abrigo (56%). O levantamento evidencia a importância de políticas públicas eficazes, educação e ampliação do acesso aos serviços de proteção.