A manifestação estudantil realizada nesta quarta-feira (07/10) reúne milhares de pessoas na região da Candelária, no Centro do Rio. O ato, convocado por entidades e coletivos de diferentes instituições de ensino, tem como pautas a defesa da democracia, da educação pública e dos direitos estudantis, além de críticas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).
A concentração começou ao meio-dia, na Candelária, e os manifestantes devem seguir em caminhada até a Cinelândia. Participam estudantes de universidades, institutos federais e escolas públicas, além de trabalhadores e outros apoiadores.
Entre as entidades envolvidas estão a União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ) e a Associação de Estudantes do Rio de Janeiro (AERJ). Também participam estudantes da UFF, UFRJ, UERJ, UFRRJ, PUC-Rio, Colégio Pedro II e de outras instituições de ensino.
Mobilização começou em Niterói
O ato no Centro do Rio ocorre após dois dias consecutivos de manifestações realizadas por estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói.
Na segunda-feira (5), estudantes saíram dos campi do Gragoatá e do Ingá e percorreram ruas de Icaraí, passando pela Avenida Roberto Silveira, em uma mobilização realizada um dia após o primeiro turno das eleições presidenciais.
Na terça-feira (6), os estudantes voltaram às ruas. A concentração ocorreu no Gragoatá e a caminhada seguiu até o Centro de Niterói, onde os manifestantes realizaram um novo ato.
As mobilizações da UFF ampliaram a articulação estudantil e contribuíram para a organização do ato desta quarta-feira no Centro do Rio, que reúne participantes de diferentes instituições e entidades.
A mobilização, chamada de “Juventude na Rua pela Democracia”, teve concentração na Candelária e caminhada até a Cinelândia. Segundo a convocação publicada nas redes sociais, incluindo a da ministra Anielle Franco, o ato começou às 12h.
De acordo com a divulgação do evento, o objetivo é mostrar que os jovens estão mobilizados para “defender a democracia”.
O movimento também foi difundido nas universidades e colégios do Rio como “um protesto estudantil pacífico contra a ascensão da extrema direita”.








