Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Niterói oferece mais de 100 vagas de emprego e estágio nesta quinta-feira
Empregos
Niterói oferece mais de 100 vagas de emprego e estágio nesta quinta-feira
STJ retoma punições do MEC contra faculdades de Medicina com baixo desempenho no Enamed
Brasil
STJ retoma punições do MEC contra faculdades de Medicina com baixo desempenho no Enamed
Concurso Transpetro oferece 850 vagas no RJ com salários de até R$ 15 mil
Geral
Concurso Transpetro oferece 850 vagas no RJ com salários de até R$ 15 mil
Maricá ultrapassa 211 mil usuários de bicicletas gratuitas
Maricá
Maricá ultrapassa 211 mil usuários de bicicletas gratuitas
Vacina personalizada reduz risco de volta do melanoma, aponta estudo
Saúde
Vacina personalizada reduz risco de volta do melanoma, aponta estudo
Barco vira a caminho de Ilha Grande e 27 turistas ficam à deriva no mar
Angra dos Reis
Barco vira a caminho de Ilha Grande e 27 turistas ficam à deriva no mar
Homem é espancado até a morte após ser confundido com ladrão em Copacabana
Rio de Janeiro
Homem é espancado até a morte após ser confundido com ladrão em Copacabana
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

María Corina Machado vence o Prêmio Nobel da Paz 2025

O Comitê Norueguês afirma que “os instrumentos da democracia são também os da paz”.

Siga-nos no

A líder da oposição venezuelana María Corina Machado foi anunciada, nesta sexta-feira (10), como vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2025. O Comitê Norueguês do Nobel reconheceu seus “esforços persistentes em favor da restauração pacífica da democracia e dos direitos humanos na Venezuela”.

O prêmio, anunciado em Oslo, é acompanhado de 11 milhões de coroas suecas (aproximadamente R$ 6,2 milhões). Machado é a 20ª mulher a receber o Nobel da Paz.

Símbolo da resistência democrática

María Corina vive escondida na Venezuela desde que contestou o resultado das eleições presidenciais de 2024, marcadas por denúncias de fraude que garantiram a reeleição de Nicolás Maduro. Impedida de concorrer, ela se tornou símbolo da resistência democrática no país.

Segundo o Comitê Norueguês, Machado representa “um dos exemplos mais extraordinários de coragem civil da América Latina nos últimos tempos”. O comunicado também afirma que “a democracia é condição prévia para a paz duradoura”.

Da repressão ao reconhecimento mundial

A líder opositora foi brevemente presa em 2024 e teve seus direitos políticos cassados, mas seguiu atuando na clandestinidade. Fundadora do movimento Súmate, criado há 20 anos para fiscalizar eleições, Machado ajudou a organizar campanhas cívicas e mobilizações por eleições livres.

“Ela manteve-se no país, mesmo sob grave risco, inspirando milhões de pessoas”, destacou o comitê.

O texto ressalta ainda que seus esforços foram “inovadores, corajosos, pacíficos e democráticos”, e que “os instrumentos da democracia são também os da paz”.

Um prêmio com impacto político

O reconhecimento a María Corina Machado é visto como um duro golpe político para o regime de Nicolás Maduro, segundo analistas. A Venezuela vive grave crise humanitária e econômica, com mais de 8 milhões de pessoas forçadas a deixar o país.

O comentarista Ariel Palacios, da GloboNews, afirmou que o prêmio aumenta a pressão internacional sobre Caracas e fortalece a oposição em sua busca por uma transição pacífica para a democracia.

Quem é María Corina Machado

Nascida em 1967, na Venezuela, María Corina é engenheira e empresária, e iniciou sua trajetória política com foco em transparência eleitoral e direitos civis. Em 2023, teve sua candidatura presidencial barrada pelo regime e, em 2024, apoiou o opositor Edmundo González Urrutia, cuja vitória foi contestada pelo governo.

“María Corina Machado mantém acesa a chama da democracia em meio à escuridão crescente”, afirmou o texto oficial da premiação.