Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Castro inaugura centro de exames Rio Imagem Lagos no interior do estado
Costa do Sol
Castro inaugura centro de exames Rio Imagem Lagos no interior do estado
Grupo é preso por espancar capivara na Zona Norte do Rio; animal está em estado grave
Rio de Janeiro
Grupo é preso por espancar capivara na Zona Norte do Rio; animal está em estado grave
Datafolha mostra eleitor inseguro e pessimista a meses das eleições
Brasil
Datafolha mostra eleitor inseguro e pessimista a meses das eleições
Rio de Janeiro institui banco de DNA para investigações e busca por desaparecidos
Estado
Rio de Janeiro institui banco de DNA para investigações e busca por desaparecidos
Angra dos Reis escolhe Menino Imperador da Festa do Divino 2026
Angra dos Reis
Angra dos Reis escolhe Menino Imperador da Festa do Divino 2026
PGR denuncia ex-ministro Silvio Almeida por importunação sexual contra Anielle Franco
Brasil
PGR denuncia ex-ministro Silvio Almeida por importunação sexual contra Anielle Franco
Após 11 anos, Carnaval volta às ruas de Nova Iguaçu com desfile na Via Light
Nova Iguaçu
Após 11 anos, Carnaval volta às ruas de Nova Iguaçu com desfile na Via Light

Megaoperação contra o Comando Vermelho usou tecnologia para rastrear chefes e células criminosas

Softwares como IBM i2, VIGIA e AUDIT ajudaram polícia e Ministério Público a mapear redes de tráfico e reduzir riscos em mandados

Siga-nos no

Reprodução

A Megaoperação Contenção, deflagrada nesta semana contra o Comando Vermelho (CV), contou com o uso intensivo de tecnologia para identificar líderes da facção e monitorar grupos armados em diferentes regiões do Rio de Janeiro. Relatórios anexados ao processo indicam que a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) utilizaram sistemas como IBM i2, VIGIA e AUDIT para cruzar informações de celulares, redes sociais e registros de internet.

A análise possibilitou mapear conversas em aplicativos de mensagem, como WhatsApp e Telegram, localizar movimentações suspeitas em tempo real e identificar conexões entre chefes presos e integrantes ainda ativos nas comunidades. O IBM i2 foi usado para criar diagramas de vínculos e monitorar grupos com nomes como “Tropa do Edgar” e “Ph os cria”, ligados a traficantes do Complexo da Penha. Já os sistemas VIGIA e AUDIT permitiram interceptações legais de comunicações e rastreamento de celulares por sinais de antenas.

Segundo o Gaeco/MPRJ, a tecnologia foi determinante para revelar a estrutura hierárquica do CV, o funcionamento interno da facção e a forma como ordens eram repassadas a diferentes núcleos regionais. As informações também ajudaram a reduzir riscos durante o cumprimento de mandados, indicando rotas e possíveis pontos de confronto.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público detalhou o organograma da facção, descrevendo funções específicas de cada integrante. Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso, é apontado como principal liderança do CV no Complexo da Penha e em comunidades como Gardênia Azul, Cesar Maia, Juramento, Quitungo e Alemão. Doca segue foragido após a operação. Mensagens interceptadas revelaram práticas de tortura, organização de bailes funk e punições aplicadas a quem desobedecesse ordens. Em um caso, um morador identificado como Aldenir Martins do Monte Junior foi arrastado pelas ruas algemado e amordaçado, obrigado a delatar integrantes de quadrilha rival, e a polícia acredita que ele esteja morto.

A investigação mostra que, além das prisões e mortes ocorridas durante a megaoperação, a integração entre tecnologia e análise de dados foi essencial para o planejamento e execução da ação policial, reforçando o uso de ferramentas digitais no combate ao crime organizado e demonstrando a importância de softwares avançados na segurança pública do Rio de Janeiro.