O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira mais uma investigação da Polícia Federal (PF) por eventual tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lulinha, como é conhecido, teria atuado em negócios relacionados à Dataprev, empresa pública responsável pela base de dados do INSS.
Segundo a PF, o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3Structure It, teria pagado ao menos uma viagem para o filho do presidente em troca de supostos favores no governo. Procurado, ele ainda não se posicionou.
O primogênito de Lula já era investigado pelo eventual cometimento do mesmo crime em caso relacionado ao comércio de cannabis medicinal, com conexões com o Ministério da Saúde e o gabinete Presidencial.
Lulinha foi investigado pela PF no escândalo dos descontos de aposentadoria porque mantinha relação próxima com Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, lobista responsável por operacionalizar o desvio de recursos de aposentados, segundo a corporação.
Alvo da segunda investigação, o empresário Cleber Ribas de Oliveira também é ligado ao Careca do INSS.
A defesa de Lulinha nega que o seu cliente tenha cometido qualquer crime.
O advogado Marco Aurélio Carvalho classificou os pedidos da PF como “pirotecnia” e tentativa ilegal de fazer uma “pesca probatória” — uma investigação genérica sem foco específico.
— É mais do mesmo. A Polícia Federal está adotando a estratégia da tentativa e erro. “Não achei aqui, vou tentar ali”. É a chamada “melhor de três”, isso é pirotecnia, é pesca probatória. Ninguém quer que o Fábio esteja acima da lei, mas não podemos permitir que ele esteja abaixo dela”.








