Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e Luiz Fux informaram à Polícia Federal neste sábado (19) que ainda não conseguiram acessar os dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Os magistrados receberam cópias da íntegra do material na quinta-feira (17).
Em ofícios enviados à PF, eles relataram dificuldades técnicas para visualizar as informações e levantaram a possibilidade de haver algum problema na operação dos arquivos ou nas mídias entregues pela corporação. Os ministros pediram auxílio técnico para conseguir analisar o conteúdo.
No documento encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, Mendonça afirmou que seu gabinete não conseguiu obter “acesso efetivo ao material” e que os dados permaneciam indisponíveis para exame. O ministro também solicitou que a corporação verifique as condições do material entregue.
Os dados extraídos do celular ocupam cerca de 500 gigabytes e, de acordo com interlocutores, estão divididos em arquivos que incluem conversas, áudios e registros de atividades do aparelho. O material foi organizado pela PF com um programa utilizado na análise de evidências digitais, que permite, entre outras funções, realizar buscas por palavras-chave em mensagens e documentos.
A Polícia Federal utilizou ainda ferramentas especializadas durante a extração para acessar dados protegidos ou apagados e recuperar informações armazenadas no aparelho.
Mendonça e Fux haviam solicitado acesso à íntegra do conteúdo na quarta-feira (16). As cópias foram encaminhadas aos gabinetes no dia seguinte. Outros integrantes do Supremo também solicitaram acesso ao material extraído do celular de Vorcaro na Operação Compliance Zero, sendo disponibilizada pela PF aos gabinetes dos ministros Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.








