Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Uber lança no Rio opção de viagens com motoristas mulheres
Rio de Janeiro
Uber lança no Rio opção de viagens com motoristas mulheres
TSE retoma nesta terça julgamento de Cláudio Castro
Política
TSE retoma nesta terça julgamento de Cláudio Castro
Receita divulga regras do Imposto de Renda 2026 na próxima semana
Brasil
Receita divulga regras do Imposto de Renda 2026 na próxima semana
Menor do estupro coletivo usa camisa com a frase ‘não se arrependa de nada’ e gera revolta nas redes sociais
Rio de Janeiro
Menor do estupro coletivo usa camisa com a frase ‘não se arrependa de nada’ e gera revolta nas redes sociais
Metro quadrado no Porto Maravilha teve valorização superior a 60% em cinco anos
Rio de Janeiro
Metro quadrado no Porto Maravilha teve valorização superior a 60% em cinco anos
Mutirão Dívida Zero RJ acontece entre 9 e 13 de março em 20 pontos do estado
Estado
Mutirão Dívida Zero RJ acontece entre 9 e 13 de março em 20 pontos do estado
Dado Dolabella deixa MDB poucos dias após filiação no Rio
Política
Dado Dolabella deixa MDB poucos dias após filiação no Rio

Menor do estupro coletivo usa camisa com a frase ‘não se arrependa de nada’ e gera revolta nas redes sociais

A imagem do momento em que ele chega à delegacia começou a circular nas redes sociais e chamou atenção

Siga-nos no

reprodução

Vitor Hugo Simonin, réu no caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio, se apresentou à polícia na última quarta-feira (4) usando uma camiseta com a frase em inglês ‘Regret Nothing’, que significa ‘não se arrependa de nada’.

O jovem, de 18 anos, compareceu à 12ª DP (Copacabana) acompanhado do advogado Ângelo Máximo. A imagem do momento em que ele chega à delegacia começou a circular nas redes sociais e chamou atenção pela frase estampada na roupa.

Segundo o advogado, a acusação contra o cliente foi feita de forma precipitada. Apesar de admitir , e imagens comprovarem, que esteve no apartamento onde o caso teria ocorrido, Vitor sustenta que não participou do ato.

“O fato dele estar junto não quer dizer que praticou. Vitor nega qualquer fato de cometimento do crime. Ele fala que não participou do fato. O Vitor não tem como negar que esteve no apartamento, mas o crime ele nega. A defesa vê, por enquanto, uma acusação precipitada”, declarou Máximo.

O suspeito responde ainda a processos disciplinares por agressões físicas e por indisciplina no Colégio Pedro II, uma das instituições de ensino mais tradicionais do país.

Filho de ex-subsecretário

O investigado é filho do advogado José Carlos Costa Simonin, que era subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, mas acabou sendo exonerado após a repercussão do caso. Ele, inclusive, tem usado as redes sociais para fazer ataques.

Uma mulher registrou queixa junto à Polícia Civil com o print de uma resposta de Simonin a um story no Instagram onde ela comentava o caso. “Ela é sua filha? É a sua cara. Esconde esses peitos”, escreveu, ao comentar a foto de perfil da vítima.

O ex-subsecretário também fez ataques ao advogado Rodrigo Mondego, defensor dos Direitos Humanos. “O ex-subsecretário do Governo Cláudio Castro resolveu me mandar mensagem para tentar me intimidar”, escreveu o criminalista, em seu perfil no X (antigo Twitter).

Em seguida, Mondego divulgou o print da mensagem: “Você também está querendo cinco minutos de fama. Vai trabalhar para pagar as suas contas. Vagabundo”.

Os quatro réus são presos

Antes dele, outros dois réus já haviam se apresentado às autoridades nesta terça. Matheus Zoel Martins foi o primeiro deles. Em seguida, João Gabriel Bertho se entregou na delegacia. Jogador de futebol do Serrano, ele acabou afastado do elenco do clube após a repercussão do caso. Eles foram transferidos para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica.

Pouco depois da chegada de Vitor na distrital, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, o último foragido, se entregou na 54ª DP (Belford Roxo). Aluno da Universidade Federal do Rio (Unirio), ele foi suspenso por 120 dias pela instituição de ensino devido à investigação do caso.

O que se sabe sobre o caso

Quatro jovens se apresentaram às autoridades e foram presos por envolvimento com o crime, ocorrido no dia 31 de janeiro. Câmeras de segurança do prédio registraram a entrada e a saída dos autores do crime e da vítima entre 19h24 e 20h42. As imagens foram anexadas ao inquérito.

A adolescente vítima do crime relatou ter sido submetida a violência sexual, coação e agressões físicas dentro do apartamento, localizado no sexto andar. Segundo o documento policial, ela afirmou ter recebido tapas, chutes e socos durante o período em que permaneceu no imóvel.

O quinto envolvido no estupro coletivo se entregou à Polícia Civil nesta sexta-feira (6). O jovem de 17 anos foi apreendido ao dar entrada na 54ª DP, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

De acordo com o relatório, o adolescente enviou uma mensagem via WhatsApp à jovem por volta das 18h, convidando-a para ir ao apartamento. Ele mencionou que outros dois amigos também estariam no local e sugeriu que ela levasse uma amiga. A vítima respondeu que não tinha companhia e decidiu ir sozinha.

Os dois se encontraram na portaria do prédio. No elevador, segundo o depoimento, o rapaz teria insinuado que fariam “algo diferente”, o que causou desconforto na adolescente. Ao chegarem ao apartamento, outros três jovens já estavam presentes. A presença de todos os indiciados no imóvel foi confirmada nas investigações.

Outros casos investigados

De acordo com os investigadores, o grupo teria envolvimento em ao menos três casos distintos de violência sexual, incluindo denúncias de 2023 e 2024, envolvendo vítimas abaixo de 18 anos.

Uma das vítimas relatou ter sido abusada em agosto de 2023, quando tinha 14 anos. Outra denúncia aponta para um caso ocorrido em outubro do mesmo ano, durante uma festa escolar no Colégio Pedro II. Ambas as acusações reforçam a suspeita de que o grupo atuava de forma recorrente.