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Após acordo de paz entre EUA e Irã, Netanyahu afirma que a luta ‘não acabou’

Fala garante que exército israelense manterá “zonas de segurança” e liberdade de ação contra o Hezbollah

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Foto: Reprodução

A geopolítica do Oriente Médio vive um dia de extrema reviravolta e forte tensão diplomática. Nesta segunda-feira (15), poucas horas após os Estados Unidos e o Irã assinarem eletronicamente um acordo de paz histórico para encerrar os combates que travavam desde o final de fevereiro, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, veio a público com um posicionamento contundente. Em um discurso que destoa completamente do tom de pacificação adotado pelas superpotências, o líder israelense afirmou categoricamente que a luta de seu país “não acabou”.

Netanyahu garantiu que as Forças de Defesa de Israel continuarão “neutralizando ameaças” na região. Contrariando a atual fase das negociações, o premiê declarou que o Exército israelense permanecerá posicionado em “zonas de segurança” já estabelecidas no Oriente Médio. Analistas interpretam a fala como uma clara referência à ocupação no sul do Líbano, mantida em meio à guerra contra o Hezbollah. O primeiro-ministro enfatizou que Israel preservará sua total liberdade de ação para conter e parar qualquer ataque vindo do grupo terrorista libanês.

O posicionamento de Israel coloca uma sombra de incerteza sobre o recém-anunciado tratado. O documento assinado entre Washington e Teerã prevê não apenas o fim das hostilidades diretas e a reabertura total do estratégico Estreito de Ormuz, mas também estabelece uma cláusula crucial: a de que os aliados dos EUA — o que inclui diretamente Israel — não realizem mais ataques ao território iraniano.

O que prevê o acordo de paz:

  • O fim imediato dos combates entre as forças dos EUA e do Irã;

  • A reabertura total do Estreito de Ormuz para o comércio global;

  • A garantia de que aliados americanos (como Israel) não ataquem o Irã.

Embora o pacto atual tenha sido firmado por meio digital, a oficialização presencial está marcada para a próxima sexta-feira, na Suíça. Até lá, a diplomacia internacional terá o duro desafio de alinhar os interesses de Tel Aviv, que se recusa a baixar a guarda enquanto considerar que sua segurança nacional está sob iminente risco na região.