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Meta é condenada a pagar multa em ação sobre exploração infantil

Para o júri, a empresa adotou práticas desleais, enganosas e abusivas, além de não garantir a segurança de usuários jovens.

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Um júri do Novo México, nos Estados Unidos, decidiu nesta terça-feira (24/3) que a Meta – dona de Instagram, WhatsApp e Facebook – violou a legislação local ao não alertar usuários sobre riscos nas plataformas e ao falhar na proteção de crianças contra predadores s3axuais. A empresa foi considerada culpada em todas as acusações e condenada a pagar US$ 375 milhões (quase R$2 bilhões).

A ação foi movida em 2023 pelo procurador-geral Raúl Torrez, que acusou a companhia de permitir que suas redes se tornassem um ambiente propício para esse tipo de crime. A Meta nega.

Para o júri, a empresa adotou práticas desleais, enganosas e abusivas, além de não garantir a segurança de usuários jovens.

Em nota, a Meta disse que discorda da decisão e que vai recorrer. Afirmou ainda que investe na segurança das plataformas, embora reconheça a dificuldade de identificar conteúdos e perfis mal-intencionados.

O julgamento durou seis semanas e incluiu depoimentos de executivos e ex-funcionários da Meta que se tornaram denunciantes. Durante o processo, foram apresentados dados de uma investigação sobre exploração sexual infantil nas plataformas, que levou à prisão de três homens.