Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Sindicato dos Bancário sinaliza para praralização de 24h
Brasil
Sindicato dos Bancário sinaliza para praralização de 24h
Botafogo demite Franclim Carvalho após goleada na Sul-Americana
Botafogo
Botafogo demite Franclim Carvalho após goleada na Sul-Americana
Homem é preso com medicamentos e canetas emagrecedoras em apartamento na Zona Norte do Rio
Rio de Janeiro
Homem é preso com medicamentos e canetas emagrecedoras em apartamento na Zona Norte do Rio
Ação da PM na Cidade de Deus tem ônibus sequestrados e barricadas em chamas
Mais Quentes
Ação da PM na Cidade de Deus tem ônibus sequestrados e barricadas em chamas
Manutenção pode deixar cinco cidades da Região dos Lagos sem água
Costa do Sol
Manutenção pode deixar cinco cidades da Região dos Lagos sem água
Certidão do CNJ confirma pedido de condenação por improbidade de Garotinho na Justiça Eleitoral
Política
Certidão do CNJ confirma pedido de condenação por improbidade de Garotinho na Justiça Eleitoral
Novo ciclone traz temporais ao Sul e queda de temperatura no Sudeste
Brasil
Novo ciclone traz temporais ao Sul e queda de temperatura no Sudeste
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Meta enfrenta julgamento histórico nos EUA por viciar jovens em redes sociais

Coalizão de 29 estados dos EUA acusa gigante de tecnologia

Siga-nos no

reprodução

A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, começa a enfrentar nesta terça-feira (18), na Califórnia, um dos julgamentos mais importantes de sua história. A empresa é acusada de desenvolver deliberadamente recursos para prolongar e tornar compulsivo o uso de suas plataformas por crianças e adolescentes.

A ação reúne procuradores-gerais de 29 estados norte-americanos e tramita no tribunal federal de Oakland, sob responsabilidade da juíza Yvonne Gonzalez Rogers. O processo questiona práticas relacionadas à segurança de menores, à proteção dos consumidores e à coleta de dados pessoais de crianças com menos de 13 anos.

Segundo os estados, a Meta teria priorizado o engajamento e o crescimento das plataformas em detrimento da proteção dos usuários mais jovens. Entre os recursos questionados estão os algoritmos de recomendação e a chamada rolagem infinita, que permite ao usuário continuar consumindo conteúdo sem precisar interromper a navegação.

A acusação sustenta que essas ferramentas teriam sido desenvolvidas para manter crianças e adolescentes conectados por mais tempo, favorecendo comportamentos considerados compulsivos.

Júri será consultivo

O julgamento terá um formato incomum. Um júri formado por cinco mulheres e três homens acompanhará o caso, mas terá apenas função consultiva. A decisão final caberá à juíza Yvonne Gonzalez Rogers.

O processo deve durar várias semanas e poderá contar com depoimentos de executivos da Meta, entre eles o CEO e cofundador da empresa, Mark Zuckerberg, e o chefe do Instagram, Adam Mosseri.

Em um cenário extremo, as penalidades discutidas no processo poderiam chegar a US$ 1,4 trilhão. Especialistas, porém, consideram improvável que uma multa desse tamanho seja aplicada.

Acusações envolvem privacidade infantil

Além das alegações sobre o funcionamento das plataformas, os estados acusam a Meta de coletar ilegalmente dados pessoais de crianças com menos de 13 anos sem autorização dos responsáveis, em possível violação das normas federais de proteção à privacidade infantil.

A estratégia jurídica também busca responsabilizar a empresa pelas próprias características de seus produtos, e não apenas pelo conteúdo publicado pelos usuários. A tese pode ter impacto sobre as proteções tradicionalmente oferecidas às plataformas pela Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações.

Caso os estados saiam vitoriosos, a Meta poderá ser obrigada a modificar o funcionamento de Facebook e Instagram para crianças e adolescentes, incluindo mudanças em recursos considerados capazes de estimular o uso compulsivo.

Meta nega acusações

A empresa nega as acusações e afirma ter adotado mecanismos para aumentar a segurança de adolescentes. A Meta também questiona as provas apresentadas pelos estados e considera injustificadas as indenizações pretendidas.

A companhia chega ao julgamento após sofrer uma derrota no Novo México. Em março, um júri considerou a Meta responsável por violações das leis estaduais de proteção ao consumidor e determinou o pagamento de US$ 375 milhões em penalidades civis. Posteriormente, outra decisão estabeleceu mais US$ 567 milhões para enfrentar impactos relacionados à saúde mental de crianças, elevando o total para US$ 942 milhões. A empresa pretende recorrer.

O processo na Califórnia ocorre em meio a uma ofensiva mais ampla contra as grandes plataformas de tecnologia. Empresas do setor enfrentam milhares de ações de famílias, escolas e outras organizações que associam o uso de redes sociais a problemas de saúde mental entre crianças e adolescentes.

Uma eventual decisão desfavorável à Meta poderá, portanto, ultrapassar o impacto financeiro e estabelecer novos parâmetros para a forma como as redes sociais são projetadas e utilizadas por menores nos Estados Unidos.