O Ministério da Saúde afirma que todos os serviços ofertados no Hospital da Lagoa vão ser mantidos durante o período de reestruturação, com a unificação com o Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz.
A informação está no novo resultado dos estudos de integração, realizados pelo Departamento de Gestão Hospitalar, responsável pelos hospitais federais no Rio.
No documento, que deve ser apresentado em uma audiência pública nessa sexta-feira (22), os técnicos afirmam que “o processo será implementado de maneira planejada e gradual, com observância estrita aos princípios da transparência, da eficiência e da continuidade do cuidado”.
A possível fusão vem causando preocupação em médicos e pacientes, já que mudaria o perfil assistencial do Hospital da Lagoa para foco na saúde da mulher, da criança e do adolescente. Assim, serviços como neurologia e nefrologia teriam que ir para outras unidades.
Diferentemente do relatório anterior, que citava possíveis unidades para a transferência de pacientes, o novo documento não fala sobre a saída de serviços do Hospital da Lagoa. Mas o relatório cita ações para a ampliação de serviços da unidade, que poderiam acontecer com a integração. Entre elas, a abertura de três salas no centro cirúrgico e de 55 leitos em diferentes setores.
Hoje, o hospital conta com 248 leitos, 30% deles impedidos. A ideia, segundo o relatório, é que esse número chegue a 262. O déficit de profissionais impacta no fechamento de leitos, sendo necessária, de acordo com o próprio DGH, a contratação de 102 enfermeiros, 168 técnicos de enfermagem e 141 médicos.
No relatório, também é destacada a necessidade de um estudo mais detalhado sobre o uso dos recursos financeiros disponíveis, com atenção para os valores investidos para a aquisição de insumos oncológicos. Para o exercício de 2025, o HFL tem orçamento de R$99 milhões. Já o Instituto Fernandes Figueira, de R$78 milhões, com créditos adicionais.