O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24/09) que recursos usados no financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, podem ter ligação com o crime organizado.
A declaração foi feita após a terceira fase da Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema envolvendo a chamada máfia dos combustíveis e operações financeiras suspeitas. Segundo o ministro, informações da investigação apontam conexões entre empresas ligadas ao grupo empresarial Entre, por onde teriam circulado recursos do grupo Master, responsável pelo financiamento do filme, e valores associados a organizações criminosas.
Durigan afirmou que os recursos teriam passado por um mesmo fluxo financeiro, o que dificulta identificar a origem exata do dinheiro utilizado em cada operação. De acordo com ele, há indícios de que esses valores tenham sido usados para ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro e corrupção.
O ministro ressaltou, porém, que a apuração sobre a origem dos recursos e o financiamento do filme cabe às autoridades responsáveis pela investigação.
A Operação Carbono Oculto apura a movimentação de milhões de reais por empresas suspeitas de participação em esquemas financeiros ligados ao crime organizado. As investigações seguem em andamento.








