Um estudo internacional começou a mapear o calor extremo em imóveis de moradores das favelas Chapéu Mangueira e Babilônia, na Zona Sul do Rio.
Ligados durante o verão, foram instalados equipamentos que fazem aferições a cada dez minutos. Também foram colocados medidores fora das áreas residenciais, para fazer uma comparação com dados oficiais sobre o calor.
Financiada por um órgão de pesquisa holandês, a iniciativa iniciada em julho de 2025 conta com uma parceria entre a ONG Revolusolar, a Universidade Federal Fluminense (UFF) e o Centro Universitário La Salle (Unilasalle).
A pesquisa ocorre em meio a um cenário preocupante ligado ao calor na capital fluminense. O Rio está no chamado Calor 3 em uma escala de até cinco em um protocolo definido pelo Centro de Operações e Resiliência do Rio (COR-Rio). O estágio é identificado quando as temperaturas atingem 40°C, com previsão de persistência por ao menos três dias seguidos.
Com 1.734 ocorrências entre 9 e 11 de janeiro, o Rio registrou uma média de 24 atendimentos por hora neste fim de semana em decorrência de sintomas ligados ao intenso calor, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).






