O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja levado a um hospital particular nesta quarta-feira para a realização de exames médicos. A decisão atendeu a um pedido da defesa, feito após Bolsonaro sofrer uma queda e bater a cabeça na madrugada de terça-feira.
Segundo a determinação, o ex-presidente será submetido a uma tomografia e a uma ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma, exame que avalia a atividade cerebral. Bolsonaro deixará a Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena, para realizar os procedimentos.
Moraes estabeleceu que o transporte e a segurança devem ser feitos pela Polícia Federal, de forma discreta, com desembarque realizado pela garagem do hospital, a fim de evitar exposição desnecessária.
Um relatório médico elaborado pela PF na terça-feira apontou que Bolsonaro apresentava uma “lesão superficial cortante” no rosto e no pé esquerdo. De acordo com o documento, ele estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico. O relatório também indicou motricidade e sensibilidade preservadas nos membros superiores e inferiores, além de leve desequilíbrio ao ficar em pé.
A defesa havia solicitado a ida imediata ao hospital ainda na terça-feira. No entanto, Moraes avaliou inicialmente que não havia necessidade de remoção urgente e determinou a apresentação prévia do laudo médico da PF e da lista de exames considerados necessários pelos advogados, o que resultou na autorização concedida nesta quarta-feira.






