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Moraes autoriza médico de Bolsonaro a prestar atendimento 24 horas na Papudinha

Decisão do ministro do STF permite que o cirurgião Cláudio Birolini acompanhe o ex-presidente sempre que houver necessidade médica

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Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (19/1) que o cirurgião Cláudio Birolini, um dos principais médicos que acompanham o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tenha acesso à Papudinha, em Brasília, sempre que houver necessidade.

Na prática, a decisão permite que Birolini preste assistência médica integral a Bolsonaro, 24 horas por dia.

Bolsonaro está preso desde a última quinta-feira (15/1) na Papudinha, prédio do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM), localizado no Complexo Penitenciário da Papuda. Antes, ele cumpria a pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta por liderar a trama golpista, na Superintendência da Polícia Federal. A transferência foi determinada por Moraes.

O cirurgião chefia a equipe médica do ex-mandatário e tem acompanhado as cirurgias que Bolsonaro foi submetido desde a facada sofrida pelo ex-presidente em 2018. Em abril de 2025, o ex-mandatário foi submetido a uma cirurgia de 12 horas, a mais longa delas, com o objetivo de liberar aderências intestinais e reconstruir a parede abdominal.

A internação mais recente ocorreu na última semana de dezembro, quando ele passou por uma cirurgia para tratar uma hérnia inguinal bilateral e por três procedimentos de bloqueio do nervo frênico, para conter crises de soluços decorrentes da facada. Ele recebeu alta em 1º de janeiro.

Em 7 de janeiro, retornou ao hospital para realizar exames após sofrer uma queda e bater a cabeça em um móvel na cela da Superintendência. Foi constatado traumatismo craniano leve.

Familiares, amigos e aliados políticos defendem que a situação de saúde de Bolsonaro é delicada e pedem a transferência do ex-presidente para a prisão domiciliar.

A defesa chegou a pedir ao STF a conversão da prisão em regime domiciliar, mas o pedido foi negado pelo ministro Gilmar Mendes no sábado (17/1).

Além de assistência médica por médicos particulares em tempo integral, o ministro Alexandre de Moraes estabeleceu outras condições específicas para a custódia. São elas:

  • deslocamento imediato para hospitais em caso de urgência, com comunicação ao STF em até 24 horas;
  • autorização para sessões de fisioterapia, com profissionais cadastrados;
  • alimentação especial diária, com pessoa indicada pela defesa para entrega;
  • atendimento médico em regime de plantão pelo sistema penitenciário;
  • visitas semanais de esposa e filhos;
  • assistência religiosa com dois líderes indicados;
  • permissão para leitura;
  • instalação de barras de apoio na cama e aparelhos de fisioterapia, como esteira e bicicleta.