Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
PM mata Cachulé, chefe do tráfico na Ilha do Governador e foragido desde 2016
Rio de Janeiro
PM mata Cachulé, chefe do tráfico na Ilha do Governador e foragido desde 2016
Ernesto Paglia assume o comando do Roda Viva na TV Cultura
Cultura
Ernesto Paglia assume o comando do Roda Viva na TV Cultura
Trump ameaça tarifar países que não apoiarem plano dos EUA para a Groenlândia
Mundo
Trump ameaça tarifar países que não apoiarem plano dos EUA para a Groenlândia
Helicóptero dos bombeiros pousa na Avenida Lúcio Costa para resgatar criança afogada
Rio de Janeiro
Helicóptero dos bombeiros pousa na Avenida Lúcio Costa para resgatar criança afogada
Polícia Civil recupera carro roubado do deputado Luiz Paulo na Maré
Rio de Janeiro
Polícia Civil recupera carro roubado do deputado Luiz Paulo na Maré
STJ livra fiadores de aluguéis após recusa do locador em receber as chaves
Brasil
STJ livra fiadores de aluguéis após recusa do locador em receber as chaves
EUA publicam ameaça em português a imigrantes e citam prisão e deportação
Mundo
EUA publicam ameaça em português a imigrantes e citam prisão e deportação

Moraes mantém prisão de Domingos Brazão no caso Marielle Franco

STF reforça custódia preventiva diante de risco à ordem pública e vínculos ilícitos do acusado; julgamento está marcado para fevereiro

Siga-nos no

Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva de Domingos Inácio Brazão, apontado como um dos mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. A decisão foi tomada após a revisão periódica da custódia, exigida por lei a cada 90 dias, e reafirma os fundamentos que sustentam a medida cautelar.

De acordo com informações publicadas pelo portal Metrópoles, Moraes considerou que permanecem presentes os requisitos legais para a prisão preventiva, como a garantia da ordem pública, a conveniência da instrução criminal e a necessidade de assegurar a aplicação da lei penal. Para o ministro, há prova da existência dos crimes, indícios suficientes de autoria e risco concreto decorrente da liberdade do réu.

Periculosidade “amplamente demonstrada nos autos”

Na decisão proferida nesta sexta-feira (9), Moraes destacou que a periculosidade de Domingos Brazão está “amplamente demonstrada nos autos”, sobretudo “em razão do poderio econômico de que dispõe e dos contatos com redes ilícitas existentes no Município do Rio de Janeiro”. Segundo o magistrado, esses elementos reforçam a necessidade de manter a custódia cautelar.

“É evidente a necessidade de manutenção da custódia cautelar do réu Domingos Inácio Brazão, ante a necessidade de resguardar a aplicação da lei penal e a ordem pública”, afirmou Moraes, ao afastar qualquer possibilidade de revogação da prisão neste momento.

Julgamento marcado no STF

O julgamento dos acusados apontados como mandantes do crime já tem data definida. A Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Flávio Dino, analisará o caso nos dias 24 e 25 de fevereiro. A inclusão do processo na pauta atendeu a um pedido de Alexandre de Moraes, relator da ação penal.

Todos os réus permanecem presos e respondem por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e organização criminosa. As acusações se referem não apenas às mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes, mas também à tentativa de execução da assessora Fernanda Gonçalves, que sobreviveu ao atentado.

Acusados e fase final do processo

Além de Domingos Brazão, a ação penal envolve o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, o major da Polícia Militar Ronald Paulo Alves Pereira e Robson Calixto Fonseca. A denúncia, já integralmente recebida pela Primeira Turma, aponta que os irmãos Brazão, Rivaldo Barbosa e Ronald Pereira participaram da articulação e da execução do atentado, enquanto Robson Calixto teria integrado a organização criminosa responsável pelo planejamento.

A definição das datas do julgamento ocorre após o encerramento da fase de instrução do processo, que incluiu depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos acusados e a apresentação das alegações finais pela Procuradoria-Geral da República, pelas assistências de acusação e pelas defesas. O caso é considerado um dos mais emblemáticos da história recente do país, pela repercussão política e institucional do assassinato da vereadora, ocorrido em março de 2018.