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Moraes mantém prisão domiciliar de Bolsonaro por motivos de saúde

Ex-presidente seguirá em casa sob restrições do STF; decisão foi tomada após pedido da defesa e avaliação do quadro clínico

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Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, decidiu manter a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi assinada nesta sexta-feira (03/07) e atende a um pedido da defesa.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, por motivos de saúde, após ter sido internado em Brasília para tratamento de uma infecção respiratória. O prazo inicial da medida, de 90 dias, já havia terminado em 25 de junho.

Na decisão, Moraes considerou o estado de saúde do ex-presidente e manteve as mesmas restrições já impostas anteriormente pelo STF.

Nos últimos dias, a defesa informou que Bolsonaro voltou a apresentar crises de soluço e solicitou novos exames médicos.

Durante o período em casa, ele segue proibido de usar celular, telefone ou qualquer forma de comunicação externa, direta ou indireta, inclusive por meio de terceiros. Segundo relatórios da Polícia Militar do Distrito Federal, não houve registro de descumprimento das regras.

O ex-presidente só deixou a residência uma vez, para um procedimento médico no ombro, quando ficou internado por alguns dias antes de retornar ao regime domiciliar.

As visitas continuam restritas a pessoas autorizadas pela Justiça, incluindo familiares, profissionais de saúde e seguranças. Aliados políticos não têm autorização para encontros, conforme determinação do ministro.