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Morre Áureo Ameno, um dos ícones do rádio brasileiro, aos 92 anos

Jornalista, radialista e ex-vereador do Rio, Áureo marcou gerações nas rádios Globo e Tupi

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Morreu aos 92 anos, no Rio de Janeiro, o jornalista e radialista Áureo Ameno, jornalista, cronista esportivo e político. Com passagens marcantes pelas rádios Globo, Tupi, Haolrdo de Andrade e Transamérica. Áureo Ameno também foi vereador pelo Rio de Janeiro em 1996.

Com mais de 60 anos de carreira, Áureo era reconhecido por seu humor inteligente, sua facilidade de comunicação e o amor pelo Vasco da Gama. Seu nome está ligado a momentos marcantes da comunicação brasileira, como o anúncio, por telefone, da morte de Getúlio Vargas, quando ainda era iniciante no rádio. Mais tarde, consolidou-se como comentarista esportivo, redator do tradicional “Repórter Esso” e âncora de programas populares.

Raízes no rádio e no jornalismo

Áureo de Souza Ameno nasceu em 9 de julho de 1933, em Oliveira, interior de Minas Gerais. Ainda jovem, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se formou em Direito pela Faculdade do Catete. Sua relação com o rádio começou por acaso, mas rapidamente se transformou em paixão e profissão.

Em 1954, ao cobrir por telefone a morte do presidente Getúlio Vargas para a Rádio Globo, foi imediatamente contratado como repórter. Era o início de uma trajetória sólida, que o levaria a redigir e apresentar grandes programas, como o “Repórter Esso”, entre 1961 e 1966, e a trabalhar em veículos internacionais como a BBC de Londres e a agência United Press.

Globo, Tupi e a paixão pelo esporte

Nas décadas de 60 a aos 2000, Áureo Ameno viveu o auge do rádio esportivo brasileiro. Foi comentarista, redator, apresentador e produtor da Rádio Globo, onde marcou época ao lado de nomes como Waldir Amaral, Jorge Curi, José Carlos Araújo, Washigton Rodrigues, Kleber Leite, Gilson Ricardo, Luiz De França e Haroldo de Andrade. Coube a Áureo o difícil papel de reconhecer o corpo do famoso radialista Valdir Vieira, morto em um acidente com gás no Rio de Janeiro.

Apaixonado pelo Vasco da Gama, clube que adotou como seu, cobriu jogos da equipe pelo mundo inteiro. Sua presença no ar era sinônimo de credibilidade, e sua voz passou a ser reconhecida em lares de todas as classes sociais. Essa paixão rendeu a ele o bordão de “o comentarista em preto e branco”.

Depois da Globo, atuou também na Rádio Tupi, onde partipou de programas como Show da Manhã e Bola em Jogo. Em 2005, se tornou comunicador e debatedor na Rádio Haroldo de Andrade, ao lado do amigo de décadas. Partipou da estreia da emissora e ficou no ar até o último dia do projeto. Em 2015, encerrou sua carreira como comentarista na Rádio Transamérica, ao lado do amigo José Carlos Araújo – o Garotinho.

Atuação política e legado público

Nos anos 1990, Áureo entrou para a vida pública. Foi eleito vereador do Rio de Janeiro e teve papel relevante na Câmara Municipal. Entre suas realizações está o projeto de criação do bairro Vasco da Gama, na Zona Norte, unindo a área em torno de São Januário e valorizando a identidade local.

Também passou por cargos administrativos na área de comunicação do governo federal, ajudando a reformular o programa “A Voz do Brasil” e trabalhando na Agência Nacional e na Radiobrás.

Professor, escritor e referência moral

Além do rádio e da política, Áureo Ameno também foi professor de Comunicação na Universidade Gama Filho, onde influenciou gerações de jornalistas. Era também Doutor em Direito Penal e chegou a publicar artigos e reflexões sobre a ética no jornalismo e no serviço público.