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Morre Beto do Pandeiro, compositor da Unidos da Tijuca

Autor de sambas marcantes da escola, ele iniciou a trajetória como passista nos anos 1980 e se tornou referência na Ala de Compositores

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Reprodução

A Unidos da Tijuca anunciou, nesta quarta-feira (5), a morte de Beto do Pandeiro, nome artístico de Paulo Roberto da Silva Carvalho. O compositor foi responsável por cinco sambas-enredo da agremiação e deixou uma marca profunda na história da escola de samba carioca.

Em nota publicada nas redes sociais, a Unidos da Tijuca lamentou a perda e destacou o legado do artista. “Beto do Pandeiro deixa o sentimento de saudade e a certeza da gratidão, que será expressada cada vez que entoarmos suas criações. Vá na paz, poeta!”, escreveu a escola.

Beto começou na Unidos da Tijuca como passista, na década de 1980, e logo conquistou espaço na Ala de Compositores. Desde então, tornou-se uma figura importante nos bastidores do carnaval, reconhecido pelo talento e dedicação.

Entre suas obras mais conhecidas estão Templo do Absurdo – Bar Brasil, De Portugal a Bienal no País do Carnaval, Guanabaram, o Seio do Mar e Só Rio… É Verão. Ele também foi autor de Ganga-Zumbi, último samba vencido por um único compositor em disputa no Grupo Especial até 2022.

Com sua partida, o carnaval carioca perde um dos nomes que ajudaram a contar, em versos e melodias, a história e a identidade da Unidos da Tijuca.