O cenário artístico brasileiro perdeu um de seus talentosos veteranos. O ator e dublador Edson Silva faleceu aos 95 anos, no Rio de Janeiro. A notícia de seu falecimento foi divulgada no último sábado, 10 de outubro de 2026, por meio de publicações do perfil especializado Dublapédia Brasil e de sua amiga de longa data, a atriz Alcione Mazzeo. A causa da morte não foi revelada.
Nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 25 de outubro de 1930, o artista mudou-se para a capital fluminense em 1951 para perseguir a carreira artística. Na Cidade Maravilhosa, estudou teatro sob a tutela do renomado agitador cultural Paschoal Carlos Magno. O início de sua trajetória deu-se nos palcos, onde acumulou quase 30 anos de carreira atuando e dirigindo espetáculos marcantes, como “O Auto da Compadecida” (1962), “Lampião” e “Sinhá Moça”.
Destaque na televisão e no cinema
Edson Silva consolidou-se na televisão brasileira ao interpretar personagens coadjuvantes marcantes em diversas emissoras, incluindo a TV Tupi, a Rede Manchete e a TV Globo.
Seu papel de maior apelo popular foi o carismático Heitor, o motorista particular de Alma (Marieta Severo), na icônica novela “Laços de Família” (2000), escrita por Manoel Carlos. O veterano também participou de outras grandes produções da teledramaturgia nacional, tais como:
- “Água Viva” (1980)
- “Bebê a Bordo” (1988)
- “Rainha da Sucata” (1990)
- “História de Amor” (1995)
- “Por Amor” (1997), interpretando o porteiro Fonseca
- “Mulheres Apaixonadas” (2003)
- “Senhora do Destino” (2004), vivendo o porteiro Severino, que marcou uma de suas últimas aparições na TV.
No cinema, ele integrou os elencos dos longas-metragens “Mineirinho Vivo ou Morto” (1967) e “Quem Matou Pacífico?” (1977).
Voz marcante na dublagem e despedida
Paralelamente às telas e aos palcos, Silva dedicou cerca de duas décadas à dublagem brasileira a partir dos anos 1960. Ele emprestou sua voz a personagens marcantes em estúdios tradicionais como a Herbert Richers e a Dublasom Guanabara, incluindo o herói Aquaman (na animação clássica de 1967) e o personagem Curly Joe de “Os Três Patetas”.
O ator estava afastado das carreiras artística e de dublagem desde meados dos anos 2000, período em que começou a enfrentar sérios problemas de saúde decorrentes de uma deficiência visual que evoluiu para a cegueira.








