O ator lendário Robert Duvall morreu aos 95 anos, neste domingo (15). A notícia foi divulgada nesta segunda-feira (16) por sua esposa, Luciana. A causa da morte não foi revelada.
Vencedor de um Oscar por “A força do carinho” (1983), o americano era conhecido pelos dois primeiros “O poderoso chefão” e diversos outros clássicos do cinema.
No total, ele recebeu sete indicações ao prêmio da Academia de Hollywood.
Ao longo de uma carreira de mais de sete décadas no teatro, na TV e no cinema, Duvall estrelou filmes icônicos como “A conversação” (1974), “Rede de intrigas” (1976), “Apocalipse now” (1979) e “Um homem fora de série” (1984).
Sua última indicação ao Oscar aconteceu no drama de tribunal “O juiz” (2015), no qual contracenou com Robert Downey Jr. e Billy Bob Thornton. Em entrevista ao g1, em 2018, o ator disse que considerava Duvall um mentor.
Depois de começar uma carreira no teatro nos anos 1950, ele foi revelado no cinema no começo dos anos 1970, nos filmes “M*A*S*H” (1970) e “THX 1138” (1971), estreia de um jovem George Lucas como diretor.
Logo em seguida, ganhou o papel que o alçou ao estrelato com o público e com a crítica. Tom Hagen, braço direito do chefe mafioso de “O poderoso chefão” (1972), lhe valeu sua primeira indicação ao Oscar.
Ele voltou ao personagem na continuação, mas não apareceu na conclusão da trilogia por um desentendimento com os produtores em relação ao pagamento.
“Eu falei que trabalharia facilmente se pagassem a (Al) Pacino o dobro do que me pagavam. Tudo bem. Mas não três ou quatro vezes, que era o que eles pagavam”, afirmou Duvall em entrevista ao programa “60 minutes”, em 2004.
A vitória no prêmio da Academia, como melhor ator, aconteceu com a performance como uma ex- estrela da música country que destrói a carreira e a relação com sua esposa e sua filha por causa do alcoolismo no drama “A força do carinho” (1983).
Seu último trabalho como ator em um filme foi uma participação em “O pálido olho azul” (2022), mistério estrelado por Christian Bale.






