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Morte do pedreiro Amarildo completa 10 anos com protesto nas areias de Copacabana

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Imagem: Reprodução

As areias da Praia de Copacabana amanheceram, nesta quinta-feira, com uma manifestação da ONG Rio de Paz, pelos 10 anos de desaparecimento do pedreiro Amarildo. Dez manequins, cada um simbolizando cada ano da década do desaparecimento, foram colocados na praia. Voluntários e parentes sentaram sob um tecido transparente simbolizando Amarildo e outros milhares de desaparecidos no Estado do Rio de Janeiro. A ONG regista cerca de cinco mil desaparecimentos em solo Fluminense, sendo 10% desse número, assassinados, cujos corpos não foram encontrados.

Para relembrar o caso emblemático, o ajudante de pedreiro desapareceu na noite do dia 14 de julho de 2013, na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio. PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) entraram em um bar, na parte alta da favela, e abordaram Amarildo Dias de Souza, com 43 anos na época. Por ondem do major Edson Raimundo dos Santos, então comandante da UPP da Rocinha, Amarildo foi colocado dentro de uma viatura e levado para a sede da unidade. Dez anos depois, Amarildo nunca mais foi visto. Oito PMs da unidade foram foram condenados em duas instâncias a penas de até 13 anos pela de tortura que resultou na morte do ajudante de pedreiro.

A morte de Amarildo virou símbolo da luta contra a brutalidade e a impunidade dos policiais cariocas. Após ficarem presos por seis anos, os oito condenados estão em liberdade, após cumprirem a maior parte das penas. Seis agentes, que atuavam como praças, foram expulsos da PM. Já o major Edson e o tenente Luiz Felipe de Medeiros, o então subcomandante da UPP da Rocinha, continuam na corporação.

Anderson Gomes, filho mais velho de Amarildo lamenta não conseguir enterrar o pai. E reforça só acreditar na Justiça, quando a família encontrar os restos mortais do ajudante de pedreiro.