A Justiça do Rio de Janeiro converteu em prisão preventiva a detenção de Guilherme do Nascimento Pinto, apontado como um dos envolvidos na morte do turista mexicano Carlos Hernandez Ortiz, de 28 anos. O caso aconteceu na madrugada da última terça-feira (29/09), na região da Pedra do Sal, no Centro do Rio.
De acordo com as investigações, Guilherme era o motorista do grupo suspeito de praticar roubos contra frequentadores da região. A quadrilha seria formada também por Lucas Ferreira Sousa e Alexandre de Brito Pires, que continuam foragidos.
Segundo a Polícia Civil, os três saíram da Zona Norte e da Baixada Fluminense em um Chevrolet Onix preto e seguiram para a Pedra do Sal. No local, os suspeitos teriam se aproximado de três turistas estrangeiros simulando uma interação amigável antes de roubarem celulares e outros pertences.
Ao perceber a ação, Carlos Hernandez tentou impedir a fuga dos criminosos e subiu no capô do veículo. Conforme a investigação, mesmo com a vítima sobre o carro, Guilherme acelerou bruscamente. O turista caiu no asfalto, bateu a cabeça e sofreu ferimentos graves.
Carlos chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiu. O laudo pericial apontou que a causa da morte foi uma hemorragia provocada por traumatismo craniano.
Após o crime, o grupo seguiu para o Complexo da Maré, onde pretendia vender os celulares roubados. Na volta para o Centro, o carro foi interceptado por agentes federais. Lucas e Alexandre conseguiram fugir, enquanto Guilherme foi preso.
Em depoimento, o suspeito admitiu que dirigia o veículo durante a ação e confirmou que acelerou quando a vítima estava sobre o capô. Ele também afirmou que o grupo já havia participado de outros roubos semelhantes na região e que recebia cerca de R$ 500 por cada ação.
As investigações apontam que os criminosos costumavam atuar na Pedra do Sal e revendiam os objetos roubados no Complexo da Maré. A Polícia Civil segue em busca dos outros dois suspeitos.








