O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou a ex-assessora parlamentar Raimunda Veras Magalhães por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho e à atuação de milícias no estado.
Raimunda é mãe do ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, apontado como líder do grupo criminoso conhecido como Escritório do Crime, morto em 2020 durante uma operação policial na Bahia.
De acordo com a denúncia, ela teria integrado uma estrutura voltada a receber, movimentar e ocultar recursos de origem ilícita por meio de empresas de fachada. As investigações indicam que ao menos quatro estabelecimentos foram utilizados no esquema, que teria movimentado cerca de R$ 8,5 milhões.
Entre os negócios citados estão um depósito de bebidas, um bar, um restaurante e um quiosque de serviços estéticos em um shopping da Zona Norte do Rio, que sozinho teria registrado aproximadamente R$ 2 milhões em créditos em seis meses.
Segundo o Ministério Público, Adriano da Nóbrega controlava pontos do jogo do bicho em Copacabana, em parceria com o contraventor Bernardo Bello. Mesmo após a morte do miliciano, o grupo teria mantido suas atividades, com uma estrutura considerada mais sofisticada.
Raimunda trabalhou como assessora no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro entre 2016 e 2018, período em que recebia salário mensal. Ela deixou o cargo a pedido.
O caso já havia sido alvo de ação penal, mas foi encerrado em 2021 após decisões do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal que anularam provas da investigação por falhas processuais.
Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que o






