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MP denuncia ex-assessora de Flávio Bolsonaro por suspeita de lavagem ligada à milícia

Promotoria aponta uso de empresas de fachada para movimentar milhões em esquema associado ao jogo do bicho

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Foto: Sofia Cerqueira/VEJA

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou a ex-assessora parlamentar Raimunda Veras Magalhães por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho e à atuação de milícias no estado.

Raimunda é mãe do ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, apontado como líder do grupo criminoso conhecido como Escritório do Crime, morto em 2020 durante uma operação policial na Bahia.

De acordo com a denúncia, ela teria integrado uma estrutura voltada a receber, movimentar e ocultar recursos de origem ilícita por meio de empresas de fachada. As investigações indicam que ao menos quatro estabelecimentos foram utilizados no esquema, que teria movimentado cerca de R$ 8,5 milhões.

Entre os negócios citados estão um depósito de bebidas, um bar, um restaurante e um quiosque de serviços estéticos em um shopping da Zona Norte do Rio, que sozinho teria registrado aproximadamente R$ 2 milhões em créditos em seis meses.

Segundo o Ministério Público, Adriano da Nóbrega controlava pontos do jogo do bicho em Copacabana, em parceria com o contraventor Bernardo Bello. Mesmo após a morte do miliciano, o grupo teria mantido suas atividades, com uma estrutura considerada mais sofisticada.

Raimunda trabalhou como assessora no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro entre 2016 e 2018, período em que recebia salário mensal. Ela deixou o cargo a pedido.

O caso já havia sido alvo de ação penal, mas foi encerrado em 2021 após decisões do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal que anularam provas da investigação por falhas processuais.

Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que o