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MP investiga Uber e 99 por suspeita de intolerância religiosa em corridas

Inquérito apura recusas de viagens a praticantes de religiões de matriz africana no Rio de Janeiro

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Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro abriu um inquérito civil para apurar denúncias de intolerância religiosa envolvendo motoristas de aplicativos como Uber e 99.

A investigação foi motivada por uma representação do deputado estadual Átila Nunes, que relatou episódios frequentes de discriminação contra praticantes de religiões de matriz africana.

O procedimento é conduzido pelo promotor Rogério Pacheco Alves, da 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Consumidor. Segundo o MP, há relatos de motoristas que teriam se recusado a aceitar corridas ao identificar elementos religiosos, como vestimentas brancas, guias ou destinos ligados a terreiros.

A investigação busca apurar se há práticas recorrentes e possíveis falhas estruturais nas plataformas para prevenir esse tipo de conduta, considerando o alcance coletivo dos serviços de transporte por aplicativo.

O MP determinou que a 99 apresente esclarecimentos em até 30 dias, incluindo políticas internas, códigos de conduta e medidas adotadas em casos de discriminação. Informações semelhantes também devem ser analisadas em relação às demais plataformas.

Diversos órgãos foram acionados para colaborar com a apuração, entre eles o Procon-RJ, a Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj e entidades ligadas à promoção da liberdade religiosa.

O inquérito está em fase inicial e poderá resultar em medidas judiciais ou administrativas, a depender das conclusões das investigações.