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MPF denuncia ex-presidente do Rioprevidência por obstrução à Justiça e organização criminosa

Investigação aponta que câmeras foram desligadas para retirada de documentos e ocultação de bens

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Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal denunciou quatro pessoas por suspeita de obstrução à Justiça e participação em organização criminosa no Rio de Janeiro. Entre os acusados está Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência.

De acordo com a denúncia, Deivis teria ordenado o desligamento das câmeras de segurança do prédio onde mora, em Botafogo, para retirar malas, caixas e documentos antes da chegada da Polícia Federal. Quando os agentes cumpriram mandado no local, não encontraram materiais relacionados ao instituto, que é investigado por investimentos de cerca de R$ 970 milhões no Banco Master.

O MPF aponta que houve atuação coordenada entre os envolvidos. Também foram denunciados o empresário Rodrigo Schmitz, o responsável pela empresa de segurança Bruno Elias Hins e o motorista Aroldo Morais Elliot.

Segundo a investigação, o grupo teria adotado uma série de estratégias para dificultar a ação policial, como a retirada de documentos, a suposta exclusão de imagens de segurança e o deslocamento de um carro de luxo para outro estado.

O MPF afirma que as ações ocorreram de forma planejada para atrasar as buscas e ocultar provas. Em um dos episódios, câmeras ficaram desligadas por cerca de 30 minutos, período em que houve intensa movimentação no prédio.

O órgão pede a condenação dos denunciados, além do pagamento de indenização mínima de R$ 660 mil e a perda de bens relacionados ao caso.