O Ministério Público Federal (MPF) investiga se um dos jogos hospedados na plataforma Roblox é adequado ao público infanto-juvenil. A denúncia analisada pelo MPF de São Paulo afirma que o aplicativo online pode incentivar comportamentos antissociais e a normalização de crimes.
Segundo o MPF, a Notícia de Fato foi convertida em Procedimento Preparatório, fase utilizada para obter mais informações antes de instaurar um inquérito.
Na quinta-feira (29), a BandNews FM divulgou em primeira mão a investigação da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima do Rio contra a plataforma, na qual os usuários criam e compartilham conteúdos, desenvolvem novos mundos virtuais e jogos através do Roblox Studio.
Em um desses ambientes, os usuários fazem apologia ao tráfico de drogas. Um dos cenários divulgados pelo Governo do Estado faz referência a um baile funk online e ao traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, um dos chefes do Comando Vermelho. A publicação também traz trechos do Roblox mostrando personagens armados e vendendo drogas, simulando bocas de fumo.
Nos Países Baixos, a Autoridade Holandesa para os Consumidores e Mercados iniciou investigação semelhante sobre a Roblox, avaliando se a empresa adota medidas para proteger os menores na plataforma.
Em resposta, no dia 7 de janeiro, a Roblox alterou as regras do chat para crianças. Agora, os jogadores precisam verificar a idade para acesso, só podem conversar com usuários de faixas etárias semelhantes, e crianças menores de 9 anos só podem usar a plataforma com autorização dos responsáveis. A mudança provocou protestos virtuais de parte do público.






