Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
TRE marca para sábado retotalização de votos no Rio
Política
TRE marca para sábado retotalização de votos no Rio
Moraes manda expedir mandado de prisão de Eduardo Bolsonaro e cancelar passaportes
Brasil
Moraes manda expedir mandado de prisão de Eduardo Bolsonaro e cancelar passaportes
Homem é preso suspeito de agredir companheira grávida na Ilha do Governador
Rio de Janeiro
Homem é preso suspeito de agredir companheira grávida na Ilha do Governador
Confronto na Linha Amarela deixa dois suspeitos baleados
Rio de Janeiro
Confronto na Linha Amarela deixa dois suspeitos baleados
Teresópolis amplia vacinação com Pneumo 20 para idosos a partir de 85 anos
Região Serrana
Teresópolis amplia vacinação com Pneumo 20 para idosos a partir de 85 anos
TSE reforça fiscalização da propaganda eleitoral no segundo turno
Brasil
TSE reforça fiscalização da propaganda eleitoral no segundo turno
VLT terá operação especial no feriado de Nossa Senhora Aparecida
Rio de Janeiro
VLT terá operação especial no feriado de Nossa Senhora Aparecida
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

MPF quer limitar voos panorâmicos de helicóptero no Rio a corredor aéreo sobre o mar

Ação apresentada à Justiça Federal busca concentrar o transporte remunerado de passageiros na rota já existente no litoral carioca

Siga-nos no

reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal uma série de medidas para reorganizar a operação de helicópteros comerciais no Rio de Janeiro após uma sequência de acidentes registrados neste ano – tendo como estopim a queda de uma aeronave de turismo na região da Vista Chinesa, que matou quatro pessoas, no último sábado (8).

A principal medida proposta é que helicópteros destinados ao transporte remunerado de passageiros, incluindo voos panorâmicos, utilizem prioritariamente a Rota Especial de Helicópteros Praia (REH Praia), corredor aéreo já existente sobre o mar entre a Barra da Tijuca e o Arpoador.

Segundo o procurador da República Sergio Gardenghi Suiama, autor da ação, a intenção não é proibir passeios turísticos ou outras operações comerciais, mas afastar o tráfego rotineiro de áreas densamente povoadas.

“O objetivo não é proibir os voos panorâmicos, mas fazer com que sejam realizados da forma mais segura possível e longe dos centros urbanos e das áreas mais ocupadas”, afirmou.

De acordo com o procurador, a rota marítima mantém as aeronaves a cerca de 600 metros da faixa de areia e reduz a exposição de moradores aos riscos de acidentes. Ele destacou que, entre os acidentes recentes analisados pelo MPF, o único sem mortos foi um pouso forçado ocorrido sobre o mar.

A proposta prevê exceções para operações de: segurança pública; defesa civil; salvamento; transporte aeromédico; serviços públicos e
cobertura jornalística.

Também não se aplica aos trechos necessários para pousos e decolagens em heliportos localizados na cidade.

Questionado sobre voos de táxi aéreo entre bairros da Zona Oeste e o Aeroporto Santos Dumont, Suiama afirmou que a intenção é que a rota marítima seja a via preferencial para os deslocamentos comerciais, respeitadas as exceções previstas.

O procurador afirmou que houve diálogo com órgãos responsáveis pelo setor, mas criticou o que classificou como um “jogo de empurra” entre instituições encarregadas da fiscalização. Segundo ele, o MPF realizou audiências e reuniões com representantes da Aeronáutica, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da Prefeitura do Rio.

Suiama afirmou que a investigação identificou falhas no acompanhamento da atividade e apontou crescimento expressivo do número de empresas que oferecem voos panorâmicos. De acordo com ele, o setor passou de uma operadora há cerca de dez anos para mais de 15 atualmente, com alguns dias registrando mais de 100 voos.

Além da mudança de rota, a ação pede que o Decea intensifique a fiscalização das regras de operação dos helicópteros, que a Anac reforce a supervisão das empresas do setor, que o Inea reavalie condicionantes ambientais ligadas ao Aeroporto de Jacarepaguá e que o município amplie o monitoramento de impactos ambientais e de ruído.

O MPF também solicita que os órgãos apresentem, em até 90 dias, um plano conjunto para regulamentar e fiscalizar a atividade.