O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (17), uma operação direcionada a desarticular uma organização criminosa especializada na fabricação e venda de suplementos alimentares e substâncias terapêuticas falsificadas. Agentes públicos cumprem 14 mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do estado.
As investigações do Ministério Público apontam que o grupo utilizava de forma estratégica a credibilidade e o alcance de grandes e-commerces e marketplaces para atrair vítimas. Na internet, os criminosos exibiam fotos de produtos originais e renomados com preços muito abaixo da média de mercado. No entanto, após a compra, os clientes recebiam em suas residências mercadorias totalmente adulteradas.
Ao todo, 14 integrantes do esquema foram denunciados pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco/MPRJ). O avanço do caso foi viabilizado pelo apoio das próprias plataformas de vendas digitais, que colaboraram ativamente compartilhando dados cadastrais para rastrear os suspeitos.
A ação desta quarta-feira (17) é o desdobramento de uma fase investigativa inicial conduzida pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Na ocasião, os policiais fecharam um laboratório industrial clandestino e um depósito de estocagem. No local, as equipes encontraram grande volume de insumos farmacêuticos, suplementos prontos e embalados, centenas de pacotes faturados para entrega imediata e milhares de rótulos falsificados de marcas conhecidas no mercado.
Além do prejuízo financeiro às empresas legítimas e aos compradores lesados, o MPRJ faz um alerta grave sobre o risco de danos à saúde pública. Como as fórmulas apreendidas carregavam elementos químicos ocultos e sem controle de qualidade, o consumo dessas substâncias põe em risco a integridade dos usuários.
As equipes cumprem as ordens judiciais simultaneamente no Recreio dos Bandeirantes, na capital; Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; Mangaratiba, na Costa Verde e na Região dos Lagos nos municípios de São Pedro da Aldeia e Cabo Frio.
Os envolvidos na organização criminosa responderão judicialmente pelos crimes de associação criminosa, estelionato e falsificação de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.










