O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou por maus-tratos a animais o responsável pela hospedagem para cães Mansão Pet, localizada em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. A acusação envolve a morte de uma cadela da raça Golden Retriever, ocorrida em fevereiro de 2025, após o animal ser submetido a calor intenso, sem os cuidados necessários.
Segundo a denúncia apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da área Santa Cruz, Mia, de apenas 11 meses, morreu depois de ficar exposta a condições inadequadas durante um período de temperaturas elevadas na capital fluminense. Após a morte, o responsável pelo local teria ocultado o corpo, enterrando-o no quintal da hospedagem.
De acordo com o Ministério Público, Mario Sergio Belo Dornelas, cuidador e responsável pela Mansão Pet, um hotel para adestramento de cachorros, assumiu o risco de provocar a morte do animal, caracterizando dolo eventual. A Promotoria destaca que ele tinha pleno conhecimento dos cuidados específicos exigidos por cães da raça Golden Retriever, que possuem pelagem dupla, características próprias de termorregulação e maior sensibilidade ao calor.
A denúncia, protocolada na 17ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), aponta ainda que, mesmo percebendo o mal-estar da cadela, o denunciado não providenciou atendimento veterinário imediato. Após constatar a morte, ele teria enterrado o corpo para tentar afastar sua responsabilidade criminal.
O caso ganhou contornos ainda mais graves quando, segundo o MPRJ, o responsável pela hospedagem mentiu à tutora, afirmando que a cadela havia fugido do local. A tutora de Mia havia deixado a cadela no hotel para que fosse adestrada.Diante da informação da morte do animal, a dona registrou ocorrência de desaparecimento na Polícia Civil. Posteriormente, confrontado com os fatos, Mario Sergio teria confessado o crime em um áudio, enviado a outra pessoa.
Após as investigações, o corpo de Mia foi localizado no quintal da Mansão Pet, confirmando a versão apresentada pelo Ministério Público. O caso segue agora na Justiça e reacende o debate sobre a responsabilidade criminal de estabelecimentos que oferecem hospedagem para animais, especialmente em períodos de calor extremo no Rio de Janeiro.






