Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Incêndio atinge loja no subsolo do Mercadão de Madureira
Sem categoria
Incêndio atinge loja no subsolo do Mercadão de Madureira
Benedita da Silva debate representação negra em encontro com influenciadores no Rio
Política
Benedita da Silva debate representação negra em encontro com influenciadores no Rio
Chuva forte e ventos intensos devem atingir o Rio neste sábado
Rio de Janeiro
Chuva forte e ventos intensos devem atingir o Rio neste sábado
ONU aprova resolução para incentivar nova representação do mapa-múndi
Mundo
ONU aprova resolução para incentivar nova representação do mapa-múndi
Ator de “Quem Ama Cuida” é alvo de ataques durante percurso para o Rock in Rio
Famosos
Ator de “Quem Ama Cuida” é alvo de ataques durante percurso para o Rock in Rio
PF prende jovem com 5,5 quilos de cocaína no Aeroporto do Galeão
Mais Quentes
PF prende jovem com 5,5 quilos de cocaína no Aeroporto do Galeão
Carlos Alberto Parreira recebe alta após quase três meses internado no Rio
Brasil
Carlos Alberto Parreira recebe alta após quase três meses internado no Rio
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

MPRJ pede à Justiça a suspensão de processo de licitação do Jardim de Alah

Siga-nos no

Imagem: Reprodução

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou novamente um pedido de tutela de urgência nesta quinta-feira (14) para suspender imediatamente o processo de licitação para a concessão do Jardim de Alah, localizado na Zona Sul do Rio. Essa nova manifestação ocorre em resposta a petições apresentadas pelo município do Rio de Janeiro e pela Associação de Moradores e Defensores do Jardim de Alah (AMDJA).

O MPRJ argumenta que a demora na tomada de uma decisão judicial pode resultar em prejuízos significativos ao município, uma vez que o processo de licitação já se encontra em fase avançada, com a celebração do contrato iminente. O órgão ressalta que a concessão de uso de um bem público tem natureza contratual e confere garantias ao concessionário, incluindo a possibilidade de indenização a ser paga pelo erário aos contratantes privados.

Na manifestação, a 8ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania enfatiza que o Jardim de Alah é um espaço de uso comum do povo, e o Poder Executivo Municipal deve obrigatoriamente atender à sua finalidade pública. No entanto, ao contrário de experiências anteriores em que apenas partes do bem público de uso comum foram concedidas a particulares para atividades privadas pontuais, o atual processo de licitação busca conceder a totalidade do espaço público à iniciativa privada para atividades com fins lucrativos.

O MPRJ alega que essa abordagem compromete a finalidade pública do Jardim de Alah e viola o Código Civil, além de ir contra o princípio da função social da propriedade pública. Acredita-se que a área pública seja utilizada como um shopping, com estacionamento, lojas, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais voltados para o lucro da concessionária. Além disso, o projeto de ocupação subterrânea do espaço pode impactar negativamente a função social do Jardim de Alah, que é promover a ligação e renovação das águas entre o mar e a Lagoa Rodrigo de Freitas.

Outro ponto destacado na manifestação diz respeito à proposta de concessão do Jardim de Alah à iniciativa privada por um período de 35 anos, ignorando o limite de dez anos estabelecido pela legislação municipal para a cessão remunerada de imóveis do patrimônio municipal.

Portanto, o MPRJ argumenta que medidas urgentes devem ser tomadas para suspender o processo de licitação até que uma decisão definitiva seja alcançada pelo tribunal. Ao mesmo tempo, o órgão reconhece a necessidade de abordar as preocupações com a degradação da área pública que apresenta riscos à segurança da população, conforme afirmado pela Prefeitura do Rio.

No mês passado, a Prefeitura do Rio comunicou, que o Consórcio Rio + Verde venceu a licitação para a revitalização do Jardim de Alah, entre os bairros de Leblon e Ipanema, na Zona Sul. Os próximos passos são a homologação do projeto e a assinatura do contrato. Como essas pendências incluem diversos processos burocráticos, ainda não há prazo para que o contrato seja assinado. Depois dessa resolução, a concessionária precisará passar por licenciamento ambiental, urbanístico e de patrimônio. Em seguida, terá 18 meses para concluir as obras.