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Mulheres são presas por produzir e vender figurinhas falsificadas da Copa do Mundo de 2026

Ação foi realizada por agentes da 35ª DP (Campo Grande) em um condomínio residencial em Paciência, na Zona Oeste do Rio

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Duas mulheres foram presas em flagrante nesta quarta-feira (17) por envolvimento em um esquema de produção e comercialização de figurinhas falsificadas da Copa do Mundo de 2026. A ação foi realizada por agentes da 35ª DP (Campo Grande) em um condomínio residencial localizado no bairro de Paciência, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

As suspeitas foram identificadas como Raylane Cristina Souza de Medeiros e Nathalia Miller Gabry de Lima. Segundo a Polícia Civil, elas foram autuadas pelos crimes de estelionato e falsificação após uma investigação apontar que vendiam figurinhas e envelopes que imitavam os produtos oficiais relacionados ao torneio mundial.

As apurações começaram após o setor de inteligência da delegacia receber informações de que uma residência na Rua Apuruna estaria funcionando como ponto de venda do material falsificado. Durante o monitoramento do local, os agentes observaram uma movimentação constante de compradores entrando e saindo do imóvel com sacolas após rápidas negociações.

A confirmação do esquema ocorreu quando uma mulher foi abordada logo após deixar a residência. Com ela, os policiais encontraram três pacotes de figurinhas com logotipos alusivos à Copa do Mundo de 2026. A compradora informou que havia adquirido o material diretamente com Raylane.

Na sequência, os agentes foram até a casa da suspeita. De acordo com a Polícia Civil, Raylane admitiu que produzia as figurinhas e os envelopes utilizando impressoras instaladas na própria residência. Ela também relatou ter adquirido, por meio de um anúncio publicado em uma rede social, arquivos digitais em formato PDF contendo os layouts das figurinhas e das embalagens.

Durante as buscas, os policiais apreenderam grande quantidade de figurinhas prontas para venda, envelopes semelhantes aos oficiais e diversos equipamentos utilizados na produção do material falsificado.

As investigações apontaram ainda a participação de Nathalia Miller Gabry de Lima, vizinha de Raylane e moradora da mesma vila residencial. Segundo o depoimento da principal investigada, Nathalia era responsável pelo corte das figurinhas impressas e pela embalagem dos produtos antes da comercialização. Embora nenhum material ilícito tenha sido encontrado em sua residência, ela confirmou aos policiais que auxiliava na etapa final da produção.

Segundo a Polícia Civil, as figurinhas eram divulgadas e vendidas pelas redes sociais como itens colecionáveis relacionados à Copa do Mundo de 2026. Após a análise do material apreendido e dos depoimentos colhidos, a autoridade policial determinou a prisão em flagrante das duas suspeitas.

A investigação prossegue para identificar a origem dos arquivos digitais utilizados na falsificação, dimensionar o alcance das vendas e apurar a possível participação de outras pessoas no esquema. As duas mulheres permanecem presas e à disposição da Justiça.