Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Senado aprova renovação automática da CNH para motoristas sem infrações
Brasil
Senado aprova renovação automática da CNH para motoristas sem infrações
Justiça Eleitoral abre cadastro para mesários voluntários nas eleições de 2026
Brasil
Justiça Eleitoral abre cadastro para mesários voluntários nas eleições de 2026
Prefeitura reorganiza comércio ambulante e melhora acesso ao Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá
Rio de Janeiro
Prefeitura reorganiza comércio ambulante e melhora acesso ao Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá
Mega-Sena terá pausa nos sorteios para concurso especial de 30 anos com prêmio de R$ 150 milhões
Brasil
Mega-Sena terá pausa nos sorteios para concurso especial de 30 anos com prêmio de R$ 150 milhões
Rio Blues Festival leva shows, vinhos e gastronomia ao Aterro do Flamengo
Cultura
Rio Blues Festival leva shows, vinhos e gastronomia ao Aterro do Flamengo
Maricá inaugura nova Casa da Juventude no Centro com cursos gratuitos de cultura e audiovisual
Maricá
Maricá inaugura nova Casa da Juventude no Centro com cursos gratuitos de cultura e audiovisual
Turismo da terceira idade cresce no Rio e amplia presença de visitantes 60+
Rio de Janeiro
Turismo da terceira idade cresce no Rio e amplia presença de visitantes 60+
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Negros são maioria no serviço público, mas seguem fora dos cargos de liderança

Anuário revela desigualdade racial e de gênero nas três esferas de governo

Siga-nos no

Reprodução

O Anuário de Gestão de Pessoas no Serviço Público de 2025 mostra que, embora negros representem 52% dos servidores públicos no país, sua presença cai para 38% nos cargos de liderança. O levantamento da República.org expõe uma contradição estrutural: a base do funcionalismo é majoritariamente negra, mas o topo permanece ocupado por grupos historicamente privilegiados.

A desigualdade se intensifica quando o recorte é de gênero. Apenas 15% dos líderes são mulheres negras, porcentagem bem inferior à de mulheres brancas, que somam 22%. Homens brancos continuam predominando nas posições de tomada de decisão, reforçando a distância entre quem compõe a máquina pública e quem a dirige.

O anuário aponta que a sub-representação de negros e mulheres nas chefias decorre de fatores acumulados ao longo de gerações. Entre eles estão o acesso desigual à educação, a ausência de formação prolongada e a falta de redes de apoio. O relatório defende que políticas de cotas precisam ser acompanhadas de estratégias de longo prazo para ampliar a diversidade no alto escalão.

Os dados também variam entre municípios, estados e governo federal. Enquanto 56,9% dos servidores municipais são negros, o percentual cai para 49,6% nos estados e 42,6% na esfera federal. No recorte de gênero, mulheres negras representam 37% nas prefeituras, mas apenas 12,5% no governo federal, evidenciando um funil que se estreita à medida que aumenta o nível de poder.

A desigualdade fica ainda mais evidente na remuneração. Mulheres negras formam o maior grupo entre quem recebe até 2 salários mínimos, enquanto homens brancos concentram mais de 40% dos salários acima de 10 mínimos. Nas faixas superiores a 20 salários mínimos, apenas 3,5% são mulheres negras, contra 58,8% de homens brancos. O relatório conclui que essas assimetrias reforçam um ciclo histórico de exclusão.