A megatempestade de neve e gelo que avança pelos Estados Unidos já deixou 230 mil consumidores sem energia elétrica e, consequentemente, sem sistema de aquecimento nas casas. O Serviço Nacional de Meteorologia afirmou que a neve intensa e a chuva congelante ameaçam cerca de 180 milhões de pessoas, o que representa mais da metade da população do país.
No sábado (24), o Meio-Oeste dos EUA enfrentou sensação térmica de até -40°C — nível em que a pele pode congelar em até dez minutos. No estado de Wisconsin, os termômetros marcaram -38°C pela manhã, a temperatura mais baixa registrada na região em quase 30 anos.
As condições meteorológicas também provocaram o cancelamento de cerca de 13,4 mil voos em todo o país.
Ao classificar as tempestades como “históricas”, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou declarações federais de emergência para Carolina do Sul, Virgínia, Tennessee, Geórgia, Carolina do Norte, Maryland, Arkansas, Kentucky, Louisiana, Mississippi, Indiana e Virgínia Ocidental. “Continuaremos monitorando e mantendo contato com todos os estados no caminho dessa tempestade. Fiquem seguros e aquecidos”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.
Dezessete estados e o Distrito de Colúmbia declararam emergência climática, informou o Departamento de Segurança Interna.
No fim de semana, no sábado, o Departamento de Energia emitiu uma ordem de emergência que autorizou o Conselho de Confiabilidade Elétrica do Texas a acionar geração de energia de reserva em data centers e outras grandes instalações, com o objetivo de limitar apagões no estado.
Já neste domingo, o departamento emitiu nova ordem emergencial para autorizar a operadora de rede PJM Interconnection a operar “recursos específicos” na região do meio-Atlântico, independentemente de limites impostos por leis estaduais ou licenças ambientais.
Operadores da rede elétrica também reforçaram medidas para evitar apagões rotativos.






