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Nova medida do COI bane atletas trans de categorias femininas

A medida, válida a partir dos Jogos de Los Angeles 2028, passa a exigir um teste para a detecção do gene SRY

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Fachada da sede do COI na Suíça. Foto: IOC/Christophe Moratal

O Comitê Olímpico Internacional anunciou, nesta quinta-feira (26), nova medida de teste de gêneros que impede a participação de atletas trans em categorias femininas de eventos oficiais da entidade. A medida, válida a partir dos Jogos de Los Angeles 2028, passa a exigir um teste para a detecção do gene SRY, responsável pelo desenvolvimento biológico masculino.

Cada atleta deve passar pelo teste genético apenas uma vez. Resultados negativos para o gene SRY serão aceitos como prova de que a pessoa pode competir na categoria feminina. Em caso de resposta positiva, não haverá outra chance para testes.

A presidente do COI, Kirsty Coventry, afirmou que a decisão foi baseada em critérios científicos.

“Nos Jogos Olímpicos, diferenças mínimas impactam resultados. Não seria justo nem seguro permitir que homens biológicos disputem na categoria feminina”

Segundo a determinação, a única exceção será para atletas com Síndrome de Insensibilidade Total aos Andrógenos (CAIS) ou outras variações raras do desenvolvimento sexual (DSDs), desde que essas condições não confiram qualquer vantagem física relacionada a efeitos anabólicos.

Em comunicado oficial, o COI ressaltou a eficácia do método escolhido.

“Com base em evidências científicas, o COI considera que a presença do gene SRY é fixa ao longo da vida e representa uma evidência altamente precisa de que um atleta passou por desenvolvimento sexual masculino”

Em Tóquio 2021, Laurel Hubbard tornou-se a primeira atleta abertamente transgênero nas Olimpíadas, ao competir no levantamento de peso na categoria feminina.