O Ministério Público de Paris confirmou neste domingo (17) que novas supostas vítimas do criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein procuraram as autoridades francesas. O órgão conduz um inquérito por “tráfico de seres humanos”, impulsionado pela recente divulgação de milhares de arquivos processuais pelo governo dos Estados Unidos. Epstein cometeu suicídio na prisão em 2019.
O objetivo central da investigação em território francês é identificar possíveis cúmplices e facilitadores que integraram a rede de Epstein na Europa. Os investigadores buscam descobrir quem auxiliou o bilionário na execução de crimes na França, incluindo pessoas responsáveis por recrutar e apresentar as jovens ao criminoso.
“Nenhuma das pessoas suscetíveis de serem investigadas foi interrogada até o momento”, afirmou a promotora de Paris, Laure Beccau, em entrevista à rádio francesa RTL.
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Segundo a promotoria, quase 20 vítimas já se manifestaram formalmente perante as autoridades em Paris. Desse total, pelo menos 10 nomes eram completamente desconhecidos pelo Ministério Público até o momento.
A polícia francesa também retomou a varredura pericial em materiais apreendidos ao longo das investigações. “Recuperamos o computador de Epstein, seus aparelhos telefônicos e suas agendas de endereços”, detalhou a promotora Beccau.
A equipe técnica trabalha no cruzamento de dados para mapear a teia de contatos do norte-americano na Europa. A promotoria informou que os suspeitos de cumplicidade só serão intimados e interrogados formalmente após a conclusão do mapeamento completo dos vínculos de Epstein com os protagonistas de sua rede na França.










