Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Rio firma parceria com a Light para ampliar pontos de recarga de carros elétricos
Rio de Janeiro
Rio firma parceria com a Light para ampliar pontos de recarga de carros elétricos
Lula promete entregar sigilos ao TSE e desafia Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo
Eleições 2026
Lula promete entregar sigilos ao TSE e desafia Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo
Trabalha Rio oferece atendimento gratuito em quatro bairros nesta semana
Empregos
Trabalha Rio oferece atendimento gratuito em quatro bairros nesta semana
Ronaldo Fenômeno integra grupo que compra 80% da Inter de Limeira
Esportes
Ronaldo Fenômeno integra grupo que compra 80% da Inter de Limeira
PM retira seis toneladas de barricadas em comunidades de Madureira
Rio de Janeiro
PM retira seis toneladas de barricadas em comunidades de Madureira
André Janones apresenta melhora e poderá receber alta em até 48 horas
Política
André Janones apresenta melhora e poderá receber alta em até 48 horas
Número de eleitores indecisos mais que dobra a seis dias da eleição
Eleições 2026
Número de eleitores indecisos mais que dobra a seis dias da eleição
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Novo Código dos Animais endurece regras no estado do Rio

O projeto agora segue para sanção do governador Cláudio Castro

Siga-nos no

reprodução

O novo Código Estadual de Direito dos Animais, que atualiza e substitui a legislação de 2002, foi aprovado em plenário pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nesta quarta-feira (19/11). A medida amplia as normas de proteção voltadas a todos os animais, incluindo os domésticos, silvestres, comunitários e de uso econômico.

O projeto agora segue para sanção do governador Cláudio Castro, que ainda pode vetar partes do texto.

Uma das bases do novo Código é o reconhecimento legal da senciência animal — ou seja, a capacidade de sentir dor, prazer e sofrimento — o que reforça a obrigação do poder público e da sociedade de garantir condições dignas de bem-estar físico e psicológico.

A norma estabelece direitos básicos dos animais, como acesso a alimentação, abrigo adequado, cuidados veterinários, proteção contra trabalhos excessivos e destinação digna dos restos mortais.

O código endurece medidas contra o abandono de animais, que passa a render multa de R$ 4.700 a R$ 7 mil, podendo ser dobrada em caso de reincidência. Ele também:

-proíbe fogos com estampido em eventos públicos;
-cria regras inéditas para transporte, como monitoramento e descanso obrigatório;
-detalha 45 formas de maus-tratos;
-cobra do agressor todas as despesas veterinárias;
-restringe a eutanásia a casos excepcionais;
-orienta municípios a adotarem microchipagem e cadastro.
-Plano decenal e ampliação do atendimento veterinário público

O Código prevê que o governo elabore uma Estratégia Estadual de Defesa dos Animais, com metas decenais de proteção, articulação com municípios, definição de áreas prioritárias e possível criação de centros de proteção animal.

O estado também deverá ampliar a oferta de atendimento veterinário gratuito, especialmente para tutores vulneráveis, protetores independentes, ONGs e animais de rua.

Os deputados Carlos Minc (PSB) e Luiz Paulo (PSD), autores originais do projeto, ressaltaram a importância da atualização.

Minc afirma que o novo Código tem caráter unificador e coloca o Rio na vanguarda da proteção animal. Para ele, a mudança “é um marco para o estado e pode servir de referência nacional”.

Luiz Paulo reforça que a revisão era necessária após mais de duas décadas. Segundo ele, a lei de 2002 acumulou emendas que criaram contradições e lacunas, enquanto o novo texto foi elaborado “a partir de amplo estudo, com participação de especialistas e análise de legislações nacionais e internacionais”.

A relatoria ficou com a deputada Sarah Poncio (SDD), que apresentou um substitutivo consolidando regras de fiscalização e responsabilização. O parecer dela passou com ampla maioria e sem resistência no plenário.

A deputada afirmou que o Código “dá segurança jurídica para que a proteção animal deixe de depender apenas de voluntários e passe a ser tratada como política pública estruturada”.