Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Rádio Manchete desembarca na Cidade do Rock e inicia cobertura especial
Entretenimento
Rádio Manchete desembarca na Cidade do Rock e inicia cobertura especial
Prefeitura do Rio anuncia projeto de revitalização para a Bangu
Rio de Janeiro
Prefeitura do Rio anuncia projeto de revitalização para a Bangu
Faetec abre 12 mil vagas gratuitas em cursos técnicos no RJ
Estado
Faetec abre 12 mil vagas gratuitas em cursos técnicos no RJ
Benedita lidera disputa pelo Senado no Rio, aponta pesquisa Vetor Arrow
Política
Benedita lidera disputa pelo Senado no Rio, aponta pesquisa Vetor Arrow
Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais três poços na Foz do Amazonas
Brasil
Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais três poços na Foz do Amazonas
Canella lidera ranking para deputado estadual e novas mudanças aparecem na Alerj
Política
Canella lidera ranking para deputado estadual e novas mudanças aparecem na Alerj
Rio entra em Estágio 2 por causa da operação do Rock in Rio
Rio de Janeiro
Rio entra em Estágio 2 por causa da operação do Rock in Rio
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Novo surto de ebola na República Democrática do Congo já é o terceiro maior da história e acende alerta global

Falta de verbas da OMS e conflitos armados no leste do país ameaçam transformar surto atual no mais letal da história

Siga-nos no

Foto: Reprodução

O novo surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC), declarado pelo Ministério da Saúde local em 15 de maio, escalou rapidamente e já se tornou o terceiro maior da história mundial. Dados divulgados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África (África CDC) confirmam 1.077 casos suspeitos e 246 mortes concentradas nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, no leste do país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a falta de recursos e a violência na região podem transformar esta epidemia na mais letal já registrada.

“Estamos enfrentando um surto extremamente grave e difícil. Vai piorar antes de melhorar”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. A resposta internacional, contudo, esbarra em uma severa crise orçamentária. A OMS atua com capacidade reduzida desde a desfiliação dos Estados Unidos, seu antigo maior financiador. Além disso, o diretor-geral do África CDC, Jean Kaseya, revelou que fundos prometidos por doadores internacionais minguaram de 500 milhões para 290 milhões de dólares em apenas uma semana.

Cortes no orçamento europeu fragilizam resposta sanitária

A Alemanha, atual principal doadora da OMS, também reduziu seus repasses voluntários e enxugou as verbas de seu Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ). Entidades humanitárias criticam a postura das potências globais perante a crise.

A organização Brot für die Welt (Pão para o Mundo) apontou que o corte contínuo no financiamento debilita os sistemas de saúde do Sul Global. Isso faz com que epidemias passem despercebidas por meses antes de explodirem.

As instituições CARE e Caritas emitiram comunicados urgentes cobrando da comunidade internacional aportes imediatos em assistência médica, vacinas e campanhas de educação comunitária.

Guerra civil e falta de recursos barram vacinação em Goma

No epicentro do surto, a ajuda humanitária atende a apenas 30% da demanda real da população. Josue Ibulungu, diretor do escritório da organização alemã Diakonie em Goma, capital de Kivu do Norte, relata que os cortes financeiros inviabilizam até a compra e distribuição de vacinas contra o vírus.

O combate à doença enfrenta o obstáculo adicional de uma guerra civil que se arrasta por décadas no leste da RDC, envolvendo milícias, tropas do governo e insurgentes financiados por países vizinhos. “Muitos hospitais foram destruídos pelos bombardeios, e os médicos e enfermeiros não têm equipamentos básicos para isolar e tratar os infectados por ebola”, denunciou Ibulungu.

Berlim reduz ajuda oficial, mas promete envio de técnicos

O porta-voz do BMZ, Benedikt Schöneck, confirmou que o governo da RDC receberá 160 milhões de euros (cerca de R$ 940 milhões) em ajuda ao desenvolvimento para o biênio 2026-2027. O montante representa uma redução drástica em comparação com os anos anteriores.

Apesar de admitir que a tesourada no orçamento trará impactos negativos na contenção do vírus, o porta-voz alegou que o governo alemão mantém o compromisso de combater pandemias. Para tentar conter o avanço do ebola, o ministério estuda enviar em caráter de urgência uma junta de médicos especialistas ao leste da RDC para treinar profissionais de saúde locais na linha de frente.