Subiu para 3.811 o número de mortos em decorrência dos dois terremotos que atingiram o norte da Venezuela há duas semanas, segundo novo balanço divulgado pelo governo venezuelano nesta quarta-feira (8). Na atualização anterior, havia 3.685 vítimas, um aumento de 126 mortes.
Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, também deixaram 16.740 feridos e 17.907 desabrigados. A região mais afetada foi o estado costeiro de La Guaira, onde mais de 800 edifícios foram danificados, sendo 190 completamente destruídos.
Diante da tragédia, a presidente interina Delcy Rodríguez solicitou ao rei Charles III a liberação das reservas de ouro da Venezuela retidas no Banco da Inglaterra. Avaliados em cerca de US$ 1,9 bilhão, os recursos poderiam ser usados no atendimento às vítimas.
Segundo Delcy Rodríguez, o ouro pertence ao povo venezuelano e deve ser destinado às ações de recuperação após os terremotos. No entanto, a Justiça britânica já havia negado anteriormente o controle desses ativos ao governo de Nicolás Maduro, por não reconhecê-lo como autoridade legítima.
Além do pedido ao Reino Unido, o governo venezuelano busca acesso a recursos bloqueados no exterior. O chanceler Yván Gil reforçou o apelo, enquanto Delcy Rodríguez informou ter conversado com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, para solicitar a liberação de recursos da instituição.
A Organização das Nações Unidas também iniciou uma campanha para arrecadar quase US$ 300 milhões destinados à assistência humanitária e à reconstrução das áreas atingidas.










