O número de mortos pela chuva na Zona da Mata subiu para 54, em Juiz de Fora e em Ubá. Os dados foram atualizados Corpo de Bombeiros às 11h30 desta quinta-feira (26). São 48 óbitos em Juiz de Fora e seis no município de Ubá, além de 12 desaparecidos nas duas cidades.
O trabalho de buscas é feito em oito frentes, seis delas em Juiz de Fora. A Zona da Mata está em alerta máximo em razão da previsão de chuva forte pelo menos até o final da noite desta sexta-feira (27).
Chuva em Juiz de Fora: fotos mostram rastros de destruição no quarto dia da tragédia
Segundo a prefeitura de Juiz de Fora, a cidade já registrou 733 mm, apenas neste mês de fevereiro, volume 4,3 vezes a mais que a média esperada.
São dois alertas do Inmet ativos. Um deles é de acumulado vermelho (classificação mais severa), com volume de chuva de até 100 mm/dia. O Inmet cita “grande risco de alagamentos e transbordamentos de rios, grandes deslizamentos de encostas em cidades com tais áreas de risco”.
A madrugada desta quinta-feira (26) foi de muita tensão em Juiz de Fora, por causa da forte chuva que atingiu a cidade. Moradores relataram dificuldade para dormir diante do volume intenso de água e dos diversos pontos de alagamento registrados ao longo da noite.
O que provocou a chuva
Segundo o coordenador-geral do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Celutci, a tragédia foi resultado da combinação de uma massa de ar muito úmida, a passagem de uma frente fria e a temperatura do mar acima do normal, o que aumenta a instabilidade atmosférica e favorece chuvas intensas a qualquer momento.
Apesar da previsão ampla, os eventos extremos tendem a ser localizados, e Juiz de Fora foi mais afetada por fatores como topografia complexa e encostas voltadas para o oceano, que recebem diretamente a umidade marítima.






