O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, reuniu nesta terça-feira (13/12) representantes das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência no segundo turno. O encontro teve como objetivo discutir problemas relacionados à disputa eleitoral, incluindo a disseminação de informações falsas e o aumento de processos na Justiça.
Segundo o TSE, foram registrados 162 processos de representação e pedidos de direito de resposta nos nove dias seguintes ao primeiro turno de 2026. No mesmo período de 2022, foram 51 casos, o que representa um aumento de cerca de 218%. A Corte também demonstrou preocupação com a divulgação de dados pessoais, ataques a servidores da Justiça Eleitoral e possíveis conflitos entre apoiadores no dia da votação.
Outro tema discutido foi a proteção contra conteúdos falsos produzidos com inteligência artificial, como vídeos e áudios manipulados, conhecidos como deepfakes. O tribunal informou que há ferramentas de proteção de voz e imagem disponíveis para os candidatos à Presidência e seus vices. As campanhas também foram convidadas a acompanhar a apuração dos votos no TSE.
A reunião ocorreu após novos embates judiciais entre os candidatos. Flávio Bolsonaro pediu à Justiça Eleitoral a retirada do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones, alegando que o espaço era usado para disseminar informações falsas e ataques contra ele. Já a campanha de Lula apresentou uma representação contra a Meta, responsável pelo Instagram e pelo Facebook, alegando que a distribuição de publicações nas plataformas favorece o adversário.
Além das disputas na Justiça, as duas campanhas intensificaram as estratégias nas redes sociais. Lula tem publicado vídeos em formato de selfie e reunido influenciadores ligados ao PT. Flávio realiza transmissões ao vivo e convoca apoiadores a ampliar o alcance de suas publicações. Os dois lados também trocam acusações sobre desinformação, uso irregular de inteligência artificial e pagamento a perfis nas redes.








