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Ofensiva nacional contra o feminicídio termina com mais de 5,2 mil prisões em todo o Brasil

Operações “Mulher Segura” e “Alerta Lilás” mobilizaram quase 40 mil policiais em 2 mil cidades

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Foto: Reprodução

Em uma resposta contundente à violência de gênero, o Governo Federal anunciou, nesta sexta-feira (6), o balanço de duas grandes operações integradas que resultaram na prisão de 5.238 pessoas. As ações, que ocorreram entre fevereiro e o início de março, marcam o início do Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento ao Feminicídio.

A mobilização dividiu-se em duas frentes complementares para cercar agressores em centros urbanos e rodovias. Operação Mulher Segura (Ministério da Justiça): Focada na atuação das polícias civis e militares, resultou em 3.199 prisões em flagrante e na captura de 1.737 foragidos por descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência. Ao todo, 24.337 vítimas foram atendidas em mais de 2 mil municípios. Operação Alerta Lilás (PRF): Focada na malha rodoviária federal, a ação efetuou 302 prisões, entre flagrantes de crimes de gênero e cumprimento de mandados judiciais.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou o momento como um divisor de águas. “Concluímos a maior alteração da história contra o feminicídio. Desde o dia 12 de fevereiro, as polícias estiveram nas ruas, de forma implacável, atrás dos agressores”, afirmou.

Investimento e Estratégia

O esforço logístico foi massivo: o Ministério da Justiça investiu R$ 2,6 milhões em diárias para os 38.564 policiais envolvidos. Mais do que prisões, o plano prevê uma mudança estrutural na proteção à mulher, incluindo:

  • Aceleração de Medidas Protetivas: Monitoramento rigoroso e concessão rápida de proteção judicial.
  • Infraestrutura de Apoio: Criação do Centro Integrado Mulher Segura e ampliação de unidades móveis de atendimento.
  • Educação e Prevenção: Iniciativas de conscientização para romper o ciclo da violência antes que ele se torne fatal.

As operações consolidam o compromisso firmado em 4 de fevereiro de 2026 entre o Executivo, Legislativo e Judiciário. O objetivo é integrar bancos de dados e garantir que um agressor com mandado em aberto seja identificado e detido com agilidade em qualquer parte do território nacional.

Canais de Ajuda

O governo reforça que a prevenção depende da denúncia. A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 funciona 24 horas, oferecendo orientação jurídica e registro de denúncias. Além do telefone, é possível acionar o serviço via WhatsApp: (61) 9610-0180. Em situações de risco imediato, a orientação é ligar diretamente para o 190 (Polícia Militar).